Mostrando postagens com marcador Mar Revolto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mar Revolto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Zero. Rua dos bobos.
Número que representa o nada,
o "sem ter", um zero à sua própria esquerda.
Sozinho, imagina-se o vazio,
o nada enigmático e sartrianamente presente;
aquele que nos leva às respostas,
que nasce dos questionamentos do ser inconsciente,
predando os pensamentos prementes e implacáveis.
Não o vemos, não o tocamos.
Zero, simplesmente ele ali,
correspondendo à conotações de
erro, incapacidade, medo, tristeza.
Figurativo, o zero permanece
em meio às agruras do tempo, ou quando o ser vazio
e desprovido de questionamentos,
faz-se árvore morta e desprezível.
Zero: Rua dos bobos, número vazio...
Conjunto vazio, quando cortado ao meio;
balão ao vento do papel recém escrito,
quando tracejado na raiz, pintado em seu interior.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ratificando...

Impressionantemente abalável, inflável, com gosto de mel e ressaca de mar revolto.
Não quero mais nenhum tipo de sentimento 'ilhado, amordaçado', típico de defundo defumado.
Sinto agora a maior derrota de toda a fortaleza destroçada: bastilha incontestavelmente
abduzida e 'inconstruída' dos meus sonhos,
certeza bizarramente inconclusa e triste dos meus dias.
O que fez tudo isso em mim? Um grande nada aberto, pois só um sem sabor e desalento
pra machucar alma pura, aberta e certa.
Nunca vi nada errante desde a última vez.
É a última vez, certamente. Sempre será, até que o dia de esvair-se em coisa alguma,
que se chamara 'sonho, homem, estrada, viagem de ventania'.

Absorto-me.