<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213</id><updated>2011-09-19T14:44:15.518-07:00</updated><category term='Carol'/><category term='Holístico'/><category term='Llipe'/><category term='Mais do mesmo.'/><category term='dito-e-feito'/><category term='Wal.'/><category term='Mais uma de amor.'/><category term='Até o sol nascer amarelinho...'/><category term='Paula'/><category term='outono'/><category term='o outono de verão'/><category term='Quel'/><category term='Bê'/><category term='Rams'/><category term='Pensamento'/><category term='Rick'/><category term='Amin'/><category term='Princípio'/><category term='MarianaAydar'/><category term='Sarinha'/><category term='nada-com-nada'/><category term='Nota de bolso'/><category term='smile'/><category term='outono de verão'/><category term='Despedida'/><category term='Bobageando'/><category term='São João'/><category term='Moisés'/><category term='Mar Revolto'/><category term='O que foi isso?'/><category term='all my life'/><category term='Interior'/><category term='Destino'/><category term='Kinha'/><title type='text'>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</title><subtitle type='html'>Ache o tempo com os pingos de gota nas nuvens.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5328253421618209011</id><published>2011-01-18T19:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T19:56:48.828-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='all my life'/><title type='text'>Voltando ao século XX...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse "passa ou repassa" da vida, Gugu Liberato não possui mais o cargo quase-mór desse SBT, traduzida como Aratu nessas bandas da Bahia. "O tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa". Lembro-me até hoje da primeira vez que o Silvio Santos fez o primeiro aviãozinho com cruzados de algum grande valor lá no programa "Topa tudo por dinheiro". Eu me lembro que também assisti à primeira apresentação da novela "Pantanal", na Manchete, apesar de muito tarde da noite, com aquelas cenas 'calientes' e um pântano ao fundo. Outra coisa também a ser recordada eram minhas tardes, ainda na TV Manchete, assistindo às porcarias nipônicas e comendo um ovo batido com farinha e açúcar (por email receba a receita: sayonaraepifanio@yahoo.com.br, hahahahahahahaha). Eu já cheguei até ao cúmulo de ouvir e gostar - lógico! -, do grupo Sampa Crew, com todo aquele falatório desritmado, de um conteúdo gramatical açucarado; o Olodum lançava seu primeiro CD, com canções de protesto e anti-racismo, que a gente só achava em fita K7 naquelas bandas do Oeste, da beira do Velho Chico. Engraçado, os K7 bons existiam, com todo o glamour esperado para coisas originais, de fábrica. Vinham com o encarte todo dobradinho, lindo, compactado para a embalagem. A fita era gravada rigorosamente 'no ponto', para que o ouvinte não perdesse um só segundinho das músicas iniciais e finais da bendita originalidade adquirida.  Tempos bons, tempos idos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra lembrança da minha vida, foi a morte de Cazuza, televisionada, se não me engano, pela Globo. Foi terrível este dia, não gosto de lembrar-me dele. Principalmente porque ele era meu xodozinho na época, mesmo bem guria, pois já curtia de ficar dançando no meio da sala, com os sofás todos encostados na parede, as músicas "... eu tô perdido sem pai nem mãe, bem na porta da tua casa..." e "... exagerado, jogado aos teus pés...". Nessa época, não me lembro de muitos doces ou guloseimas antigas que consumia. Acho que minha mãe foi muito rigorosa neste quesito. Contudo, vídeo-games não faltaram em minha casa. O Atari foi só o começo para que os Master System, Mega Drive e Nintendo chegassem à parca cidadezinha do interior bahiano. E tudo vinha de Salvador, Brasília, Belo Horizonte, é claro. E por falar em Belo Horizonte, a minha avó adorava viajar. Sinceramente, eu não sei o porquê de tantas andanças por este meu Brasil, mas o fato é que ela adorava e sempre me carregava para onde fosse. Numa dessas, lá nas Minas Gerais, eu invoquei com um violão: foi o suficiente para a minha avó comprá-lo. Claro, eu não cheguei a usá-lo propriamente, pois era um Di Giorgio enoooooorme para uma guriazinha de 6 ou 7 anos, que mal tinha dedos para montar um acorde. Pior que o pobrezinho acabou-se nas inúmeras farras que sempre tinham lá em casa. Se bem que, menos mal, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É... lembro-me também da primeira noite em claro que passei na Semana da Cidade, ao som da banda Circuito Musical, tocando It must have been love, do Roxette; lembro-me da Quarta-feira de cinzas, quando meu irmão caiu da mesa e quebrou a clavícula - mais uma; Lembro-me da banda Ciclone, na ACRI, fazendo aquela noite dançante com as músicas da Jovem Guarda. São muitas lembranças, que emaranhadas entre imagens de TV, músicas, presentes e viagens, fazem parte de uma extensa rede neuronal que prontamente se acende quando eu me lembro apenas de como aprendi a digitar, ou melhor, datilografar. E foi, por este ato diário, ao se usar o computador, que escrevi tanta baboseira que aqui vos lê. Eu não poderia deixar passar em brancos espaços virtuais estas lembranças bobas, mas que compuseram a minha vida. Sabem como aprendi a digitar? Na tora! Descobri que meu tio comprara uma máquina de datilografar, dessas pequenas, que a gente tampava e ficava parecendo uma maletinha, de cor azul marinho, novinha. Como ele não me deixava utilizar a porcaria, pegava-a escondido todos os dias quando ele saia. Era engraçado, eu nunca havia visto alguém datilografar, até que reparei uma senhora do colégio na feitura de uma prova. Gente, eu não sei como eu conseguia afundar os pobres e finos dedinhos naquela velharia dura. Eu datilografava tanto, que tudo meu era realizado naquela joça: anotações desnecessárias, lista de presentes nunca comprados, dever de casa, meu nome completo 100 vezes, tudo. Até descobri um bendido corretivo para máquinas datilográficas! Lembro-me de que utilizava a máquina para datilografar o que eu mais gostava de fazer: paródias. Na 6a série, eu e Idalécio dedicávamos os dias a batuques na hora do recreio, cantando paródias das mais diversas músicas de sucesso. As letras eram horríveis, de conteúdo pornográfico - coisa engraçada para a época e para a idade -, exaltando o defeito de algum colega de turma, maldizendo algum professor chato... enfim, diversas porcarias pré-adolescênticas que se transformavam em hit na escola, onde nossa sala virava um palco para as mais diversas apresentações grotescas, de cover dos Mamonas Assasinas (com aquela música do Robocop gay) à Lulu Santos. Meu Deus, só de pensar, sinto asco: nem acredito que eu cantava e dançava a música inteira, interpretando a letra como se fosse um show de verdade! Triste...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela época, computador era luxo, com aquelas máquinas enormes: os mais avançados eram os 486, ultrapassando há pouco tempo os 386, mas já em vista do 586 lançado no mercado americano. Primeiro entrávamos no MS-DOS, digitávamos 'cd win', depois 'win', para entrarmos no sistema operacional. Não havia nada neles, nenhum tipo de entretenimento, o bloco de notas era o feitor de texto padrão, o campo minado não era disponível para todas as versões, enfim, o windows 4.1 era um verdadeiro saco. Utilizávamos o drive B:, com um disco enorme quadrado, extremamente maleável, com um furo arredondado no meio. E dentro dele, se muito remexido, dava até para retirar a película e ter acesso macroscópico ao 'filme' de dados do bendito. De pensar que hoje um computador está na palma da sua mão, realmente é de se espantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, para acabar com este tópico - escrevo demais, não? acho que é por conta do muito tempo que não dou as vistas por aqui -, vou dizer que eu era muito briguenta na idade escolar. E eu achava que, as guerras infinitas com meu irmão mais novo eram suficientes para me autointitular uma virtuose do boxe, luta livre, ... . Até que um bendito dia, uma amiga e eu tivemos uma briga daquelas. Resultado: olho roxo pra cá, testa sangrando pra lá, golpes baixos, chutes e voadoras aprendidas com Chuck Norris. As duas, arregaçadas e com saldo negativo. Após este conflito, nunca mais me embrenhei por esses campos bélicos perigosos. Sempre temi um corpo-a-corpo (que também era uma marca de hidratante!), aprendi qual era o meu lugar. E, nessas épocas de mudanças e lembranças perdidas, algumas lições para sempre ficaram gravadas. É, realmente é preciso ter memória para ir-se no alicerce que sustenta a maior parte das novas decisões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;=]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa noite a todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5328253421618209011?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5328253421618209011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5328253421618209011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5328253421618209011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5328253421618209011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2011/01/voltando-ao-seculo-xx.html' title='Voltando ao século XX...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7095118073564464157</id><published>2010-12-21T05:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T05:12:52.098-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nota de bolso'/><title type='text'>E o nome dele é Francisco...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... E é mesmo! Francisco, Chico, Seu Fran. De qualquer modo, meu professor de ameaças intelectuais às ordens macabras de algum tempo aí dos anos 60. Eu estou invocada com ele. A cada dia, nessa de enjôos e desenjôos musicais, ele sempre dá o ar da graça no meu dial. Chico, Chico, Francisco. Bem, não sei o porquê desse intróito bobo e sem nexo, mas aproveito o ensejo para reportar-vos, mais uma vez, as últimas notícias do meu mundo veloz e mambembe. Partirei, com Chico é claro, no bom &lt;i&gt;Di Giorgio&lt;/i&gt; do meu primo, para as terras do norte desse meu Brasilzão. Iremos conhecer Fortaleza! A família toda reunida, com direito a cachorro e papagaio. Este último não, pois não temos, brincadeiras de mal gosto à parte com os penosos. Mas, meu bichinho e filho Zeca nos acompanhará. Ele, labrador, 3 meses, 12kg, de um pêlo lindo e preto, que só pensa em mordeduras, com aqueles dentinhos afiados. Será muito engraçado, portanto. O caminho é longo, será longo, cortar meia Bahia, subir, subir e subir. Gente, que empreitada! Só digo uma coisa: no que vai dar, só Deus saberá e proverá; a viagem, a cervejinha e o meu violão com Chico sempre presente nos tons e dissonantes, certamente já garantem qualquer agrura de viagem ou náuseas e vômitos por qualquer estrada mal cuidada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço a todos, boas festas, feliz natal, boa virada de ano... e que 2011 não seja apenas o prenúnicio do apocalipse!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;=]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7095118073564464157?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7095118073564464157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7095118073564464157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7095118073564464157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7095118073564464157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/12/e-o-nome-dele-e-francisco.html' title='E o nome dele é Francisco...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-526954469093868526</id><published>2010-10-15T13:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T14:07:14.190-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bobageando'/><title type='text'>E no mais?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, andei sumida uns tempos dos ares webianos. Fiquei com saudades diversas vezes, mas, por essas diversas vezes de intérminas 24h de dedicação exclusiva, não pude dar o ar da graça aos fantasmagóricos onipresentes em meu contador de visitas. É certo que ele está lá, estacionado no número zero, rua dos bobos. E o fato é que, mesmo sem perspectivas de algo bom para informar ou deformar, venho através desta dizer como estou, em poucas palavras, é claro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste exato momento, estou cansada. É um desgaste mental essa história de trabalho intelectual vinte-e-quatro-horas-no-ar. Mas, alguém que inventou isso, que esteja agora queimando no fogo do inferno, achava normal essa devastação de neurônios em tão pouco tempo. Realmente, uma tragédia. No mais, leio o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beira de rio, correnteza&lt;/span&gt;, do escritor Carlos Barbosa, ex e eterno vizinho de longa data, lá da rua travessa a Nossa Senhora da Guia, em Ibotirama. Em duas noites conturbadas, finalmente consigui chegar ao meio do livro. É uma recomendação essa fala, hehehehe. Dia vai e dia vem, estou indo pras bandas da Vitória da Conquista, no terrível ônibus da Novo Horizonte. Um mau negócio, é certo, mas muito necessário para a minha corrida intelectual e competitiva, nesses tempos de poucas vagas em boas residências. Bem, ademais, resumo o resto do meu tempo entre frutas e comidas integrais, leitura e filmes diversos que a Sky me oferece diariamente. Nunca fiquei tanto tempo num sofá como esses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida tem sido isso: deixei um pouco a academia e o vôlei, não saio mais de casa como antigamente. Acho que não terei mais neurônios daqui a alguns 10 anos, pois é o que faço todo o tempo: penso, penso, penso. E há quem diga "penso, logo existo"! Não existirei nessa acrobacia cerebral de liberdades e mobilidades controladas em breve... eu penso demais, meu Deus!!!! Será que existem pessoas assim como eu? com essa atividade neural exacerbada, que às vezes pede arrego e não há uma saída, a não ser adormecer, porque, meu cérebro não pára, não me deixa quieta!!!!!! Vou criar uma comunidade, boa idéia, reunir pessoas, dividir agruras. Boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa e boa mesmo, é que vou dar um pulo no Recife, assistir ao show do Cranberries, uma das minhas bandas favoritas, rever uma amiga muito especial, a grande figura paraibana Bê! Só estou com muito medo de voar, nunca viajei de avião antes, morro de medo. Mas, vamos encarar a coisa, né? Espero voltar, hahahahaha. Se não, como as nuvens não permitem os instantâneos e celularmente claros "eu amo todos vocês!", fica aqui já adiantado a declaração, se ocorrer quaisquer pormenores, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no mais? bem, fico por aqui, nesta que é minha tentativa de reescrever alguma coisa diferente na vida, de rememorar os momentos mais precípuos da semana, de tentar entender o rumo que essa joça toda vai tomando, porque a vida é curta e cada passo pode ser um quilômetro sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-526954469093868526?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/526954469093868526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=526954469093868526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/526954469093868526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/526954469093868526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/10/e-no-mais.html' title='E no mais?'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-3163686899862706675</id><published>2010-09-01T06:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T06:31:42.854-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mar Revolto'/><title type='text'></title><content type='html'>Zero. Rua dos bobos.&lt;br /&gt;Número que representa o nada,&lt;br /&gt;o "sem ter", um zero à sua própria esquerda.&lt;br /&gt;Sozinho, imagina-se o vazio,&lt;br /&gt;o nada enigmático e sartrianamente presente;&lt;br /&gt;aquele que nos leva às respostas,&lt;br /&gt;que nasce dos questionamentos do ser inconsciente,&lt;br /&gt;predando os pensamentos prementes e implacáveis.&lt;br /&gt;Não o vemos, não o tocamos.&lt;br /&gt;Zero, simplesmente ele ali,&lt;br /&gt;correspondendo à conotações de&lt;br /&gt;erro, incapacidade, medo, tristeza.&lt;br /&gt;Figurativo, o zero permanece&lt;br /&gt;em meio às agruras do tempo, ou quando o ser vazio&lt;br /&gt;e desprovido de questionamentos,&lt;br /&gt;faz-se árvore morta e desprezível.&lt;br /&gt;Zero: Rua dos bobos, número vazio...&lt;br /&gt;Conjunto vazio, quando cortado ao meio;&lt;br /&gt;balão ao vento do papel recém escrito,&lt;br /&gt;quando tracejado na raiz, pintado em seu interior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-3163686899862706675?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/3163686899862706675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=3163686899862706675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3163686899862706675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3163686899862706675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/09/zero.html' title=''/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4943611846556643194</id><published>2010-08-18T18:18:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T18:50:05.853-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Destino'/><title type='text'>Ser médico.</title><content type='html'>É "não" estar do outro lado. Na verdade, não sabemos nada sobre quem entra.&lt;br /&gt;Prontuários com palavras técnicas não dizem sobre o paciente que te espera.&lt;br /&gt;Não dizem sobre a pessoa que está por detrás da doença ambulante.&lt;br /&gt;Muitos têm a atitude de ir sentando, dizendo o seu sofrer e penar;&lt;br /&gt;outros, aguardam envergonhados o sim do - por favor, fique à vontade;&lt;br /&gt;alguns olham para o chão, poucos encaram;&lt;br /&gt;a maioria tem olhos tristes, cansados, doridos.&lt;br /&gt;Nós quase nunca sabemos sobre a vida, se sofrida ou alegre,&lt;br /&gt;se vivida ou apenas cumprida,&lt;br /&gt;de quem vai e vem nas filas dos postos e hospitais.&lt;br /&gt;Só sabemos que eles vão, por alguma bobagem ou coisa séria,&lt;br /&gt;com a recente ou crônica estranheza do seu corpo, mente ou alma doentes.&lt;br /&gt;Eles querem somente entender o porquê da desconfiança pelo&lt;br /&gt;mau funcionamento das juntas, estômago ou pensamento.&lt;br /&gt;É o que querem. Querem apenas entender.&lt;br /&gt;Mas, a maioria não compreende, sequer tem noção do que se passa, mesmo&lt;br /&gt;tentando atingí-los com o coloquialismo que não aprendemos em escola alguma.&lt;br /&gt;Porque, às vezes, não existe tradução para quem não conhece a própria língua.&lt;br /&gt;Não há como entender. Não há como se fazer entendido.&lt;br /&gt;E isso dói. Porque imaginamos a angústia do inteligível, do medo da morte e da deficiência.&lt;br /&gt;E é só um porquê. E é extremamente difícil explicar. Muitas vezes impossível.&lt;br /&gt;Mesmo assim, continuamos a rotina, auscultando, percutindo, ouvindo a história&lt;br /&gt;que muitas vezes parece impossível, outras vezes parece paranóia e, ainda outras,&lt;br /&gt;se encaixam perfeitamente em algum diagnóstico pronto nas nossas cabeças pensantes.&lt;br /&gt;Depois, escrevemos, anotamos tudo, numa outra linguagem, traduzindo mais uma vez&lt;br /&gt;algo que parecia simples e inofensivo, que às vezes ganha um significado cruel e amargo;&lt;br /&gt;prescrevemos, carimbamos, assinamos: nos responsabilizamos pelo ato de diagnosticar e&lt;br /&gt;tratar e instruir, somente com aquela história, com aquela ausculta e percussão.&lt;br /&gt;Solicitamos exames, outras opiniões médicas, resolvemos casos e encaminhamos as pessoas&lt;br /&gt;para uma outra fila, para uma outra jornada de um outro consultório, de um outro hospital.&lt;br /&gt;A sensação que temos é que poderíamos fazer mais. Mas, muitas vezes, é quase impossível&lt;br /&gt;fazer tudo que se quer, pois a vida, a morte, o pesar, as dores e os amargos da jornada&lt;br /&gt;são ininterruptamente complexos e nós, nós somos apenas um em um grande consultório&lt;br /&gt;de quatro paredes, com um estetoscópio na mão e muitas idéias na cabeça.&lt;br /&gt;Infelizmente, somos apenas um, apesar dos sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4943611846556643194?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4943611846556643194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4943611846556643194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4943611846556643194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4943611846556643194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/08/ser-medico.html' title='Ser médico.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-3689856178824299717</id><published>2010-08-17T16:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T18:18:02.756-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais do mesmo.'/><title type='text'>Alento.</title><content type='html'>O pensamento é forte, exato, e imperfeito.&lt;br /&gt;Prende-me ao futuro inexistente,&lt;br /&gt;à quimera imprudente e itinerante:&lt;br /&gt;sofro-me por querer, por sentir-me completo&lt;br /&gt;com esse pensamento  impaciente,&lt;br /&gt;querendo concretizar-se, aparecer-se.&lt;br /&gt;O que mais questionar ao universo?&lt;br /&gt;Tantos porquês ridículos, jogados à ventania&lt;br /&gt;da inconstância do meu querer.&lt;br /&gt;Viajo, abro-me, apesar de tudo,&lt;br /&gt;ao infinito desejo da minha alma romântica,&lt;br /&gt;sendo-me em outro plano tudo o que ela quer.&lt;br /&gt;Ó, almazinha de primaz suicídio, de burrice incessante!&lt;br /&gt;E o pior do que não saber-se, é agarrar-se a algo&lt;br /&gt;tristemente lúcido e torto, como se fosse coisa torta junto.&lt;br /&gt;O pensar é forte; o pesar, o estrupício, o arreio da minha alma.&lt;br /&gt;Acredito nele como se fosse meu veneno de vida e morte,&lt;br /&gt;como se houvesse não mais que esta saída para a felicidade&lt;br /&gt;e plenitude que a aguardam em um universo paralelo que nunca virá.&lt;br /&gt;Quantos mais porquês terei de prescrutar até&lt;br /&gt;virar-me o pó de que sou feita para, finalmente,&lt;br /&gt;achar a resposta para tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-3689856178824299717?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/3689856178824299717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=3689856178824299717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3689856178824299717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3689856178824299717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/08/alento.html' title='Alento.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4260463225077298666</id><published>2010-06-29T14:08:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T19:06:50.865-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Destino'/><title type='text'>Inexato.</title><content type='html'>Eu olho o destino.&lt;br /&gt;Eu assino e confesso,&lt;br /&gt;descrevo meu futuro&lt;br /&gt;sonhado em 5 minutos&lt;br /&gt;entre sonos conturbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei de tudo, tudo&lt;br /&gt;que vai acontecer daqui pra frente,&lt;br /&gt;porque eu o vi por detrás&lt;br /&gt;daquele monte verde,&lt;br /&gt;num dia ensolarado,&lt;br /&gt;na tela dos meus olhos fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, eu aceito.&lt;br /&gt;Infelizmente o aceito.&lt;br /&gt;Ele veio doce, me disse assintosamente&lt;br /&gt;o que eu seria, como me sentiria.&lt;br /&gt;Aceitei prontamente, mesmo morrendo&lt;br /&gt;por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais uma vez provo o néctar&lt;br /&gt;de algum deus absurdamente poético&lt;br /&gt;e patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre soube de alguma forma.&lt;br /&gt;Ainda criança soube. Agora, aceito.&lt;br /&gt;Neste exato momento, morro-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria poder controlar o tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4260463225077298666?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4260463225077298666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4260463225077298666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4260463225077298666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4260463225077298666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/06/inexato.html' title='Inexato.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-1781069209373856511</id><published>2010-06-09T06:26:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T19:10:28.296-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Despedida'/><title type='text'>A Soterópolis!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vivi 12 anos de minha vida aqui. Eis agora, neste momento, que me despeço da minha cidade. Digo minha, pois eu a abraçei com todo o meu entusiasmo de moleca recém-chegada do interior da Bahia. Troquei o rio pelo mar, as serras e cheiro de terra molhada pelas ladeiras e asfaltos dessa grande e bela cidade. Troquei minha casa por pensionatos e repúblicas, amigos por recém-conhecidos, pessoas que foram e vão-e-vem na nossa vida. Troquei tudo: de roupas, de hábitos, de colchão. Lembro-me como se fosse hoje, logo na primeira semana que aqui cheguei, indo à loja da ortobom na avenida Joana Angélica, comprar meu primeiro colchão da Soterópolis. Eu nunca me imaginei nessa cena, retirando sessenta e poucos reais da carteira, como gente grande. É, eu havia crescido após uma noite no ônibus da Real Expresso, com lágrimas nos olhos, com saudades da minha mãe, irmãos, tios e avós. Lembro-me de quando acordei na rodoviária, um monte de gente esquisita, correndo pra todos os cantos, à procura de carrinhos para levar suas bagagens. Lembro-me de que eu desci, vendo toda aquela correria, com um milhão de malas para dar conta, com um sonho na cabeça, toda mirradinha e cheia de casacos pelo frio do ar-condicionado recém-desligado na estação. Engraçado, passaram-se 12 anos. Muitas coisas aconteceram. Fiz amigos de verdade, inimigos, chorei por alguns, outros me fizeram chorar, sumindo da minha vida. E cá estou eu, com meu sonho realizado, despedindo-me da cidade que eu escolhi para ser a 'minha cidade'. Sentirei falta do pôr-do-sol do Porto da Barra, das luzes da Cidade Baixa que dá pra ver só de passar pela avenida Contorno de ônibus. Sentirei falta do Rio Vermelho, meu querido bairro, com sua boemia noturna, seus beijus, acarajés e cervejas caras. Sentirei falta da minha casa, do meu irmão que deixo aqui perseguindo o sonho dele, que é meu também. Dos amigos, nem se fala. Eu fui muito abençoada pelos Santos e Orixás dessa terra, não tenho do que me queixar. Muitas pessoas boas, magníficas, passaram para tomar 'uma' no play do meu condomínio, tocaram violão no meu sofá. Despeço-me daqui com lágrimas nos olhos, com saudades de muita coisa, mas também com vontade de futuro, com pressa para conhecer outros lugares, outras gentes. A Soterópolis foi muito importante na minha vida. Fiz a escolha certa, eu sei disso. Hoje, volto para mais perto do meu Velho Chico, trocando mais uma vez o mar pelo rio, a certeza pela incerteza, descendo novamente em alguma rodoviária 'desconhecida', cheia de gente esquisita, mas com menos pressa, é certo. Obrigada, Soterópolis. E que os Santos e Orixás sempre abençoem essa terra boa que é a Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"...It must have been love but it’s over now&lt;br /&gt;It must have been good but I lost it somehow&lt;br /&gt;It must have been love but it’s over now&lt;br /&gt;From the moment we touched til the time had run..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[It must have been love, Roxette. Música que eu ouvi quando saí de Ibotirama em 1998.]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-1781069209373856511?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/1781069209373856511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=1781069209373856511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1781069209373856511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1781069209373856511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/06/soteropolis.html' title='A Soterópolis!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5980316583583754812</id><published>2010-06-02T17:48:00.001-07:00</published><updated>2010-06-02T17:52:26.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mar Revolto'/><title type='text'>Ratificando...</title><content type='html'>Impressionantemente abalável, inflável, com gosto de mel e ressaca de mar revolto.&lt;br /&gt;Não quero mais nenhum tipo de sentimento 'ilhado, amordaçado', típico de defundo defumado.&lt;br /&gt;Sinto agora a maior derrota de toda a fortaleza destroçada: bastilha incontestavelmente&lt;br /&gt;abduzida e 'inconstruída' dos meus sonhos,&lt;br /&gt;certeza bizarramente inconclusa e triste dos meus dias.&lt;br /&gt;O que fez tudo isso em mim? Um grande nada aberto, pois só um sem sabor e desalento&lt;br /&gt;pra machucar alma pura, aberta e certa.&lt;br /&gt;Nunca vi nada errante desde a última vez.&lt;br /&gt;É a última vez, certamente. Sempre será, até que o dia de esvair-se em coisa alguma,&lt;br /&gt;que se chamara 'sonho, homem, estrada, viagem de ventania'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absorto-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5980316583583754812?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5980316583583754812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5980316583583754812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5980316583583754812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5980316583583754812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/06/ratificando.html' title='Ratificando...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-2483947925036706455</id><published>2010-05-27T13:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T13:58:15.037-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Virtual.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece engraçado quando um &lt;em&gt;insight&lt;/em&gt; alcança a racionalidade dos nossos pensamentos. Tudo acontece rápido, numa fração de segundos, dando uma nova luz, um novo caminho em meio a esconderijos mil do inconsciente que ronda embaralhado e cheio de névoas aos nossos olhos. Seria loucura profetizar teses e explicações científicas para tal feito. O que ocorreu microscopicamente não importa agora, mas a sensação final repentina que o corpo apreende em outros milésimos de segundo, após esse novo &lt;em&gt;download &lt;/em&gt;misterioso vindo de algum lugar do mundo, é a parte mais crucial e gostosa da história. Muitos &lt;em&gt;downloads&lt;/em&gt; vem ocorrendo em minha vida amiúde. Às vezes, nem sei processar todos eles. Outras tantas, perco-os em outros &lt;em&gt;updates&lt;/em&gt; de assuntos até menos importantes. Como é engraçada nossa vida, nossa apreensão do mundo, o conhecimento que temos das coisas. E mais ainda, de como nos vem essa joça toda que parece não ter fim, parece dar pane ao &lt;em&gt;hard disk.&lt;/em&gt; Enfim, acho que preciso fazer urgentemente um &lt;em&gt;rub out&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-2483947925036706455?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/2483947925036706455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=2483947925036706455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2483947925036706455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2483947925036706455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/05/virtual.html' title='Virtual.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7033054257606970042</id><published>2010-05-21T21:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T21:30:07.089-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='smile'/><title type='text'>Pedacoderio.news: O lá ele.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Não pude deixar de postar essa pérola que me enviaram por email. Geralmente não abro as proezas encaminhadas para 7478190748307481 pessoas. É, realmente, às vezes a gente pode perder algumas gargalhadas madrugais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"O  &lt;span style="color:#c00000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c00000;"&gt;&lt;strong&gt;lá  ele&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c00000;"&gt;"&lt;/span&gt; é uma das mais importantes  expressões do idioma baianês, mais especificamente do dialeto soteropolitano  baixo-vulgar. Segundo os léxicos, a expressão significa "outra pessoa, não eu"  (LARIÚ, Nivaldo. Dicionário de baianês. 3ª ed. rev. e ampl. Salvador: EGBA,  2007, s/n).&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name="more" rel="nofollow"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A origem da expressão é  ambígua. Alguns etimologistas atribuem seu surgimento às nativas do bairro da  Mata Escura, enquanto outros identificam registros mais antigos no falar dos  moradores do Pau Miúdo. O certo, porém é que o "lá ele" desempenha papel  fundamental em um dos aspectos mais importantes da cultura da primeira capital  do Brasil - a subcultura urbana do duplo sentido. Desde a mais tenra  infância, os naturais da Soterópolis são treinados para identificar frases  passíveis de dupla interpretação. Da mesma forma, os soteropolitanos aprendem  desde cedo a engendrar artimanhas para que seu interlocutor profira expressões  de duplo sentido. Assim, as pessoas vivem sob constante tensão vocabular,  cuidando para não fazer afirmações que possam ser deturpadas pelo interlocutor.  Para indivíduos do sexo masculino, por exemplo, é vedado conjugar na primeira  pessoa inocentes verbos como "dar", "sentar", "receber", cair", "chupar" etc. O  interlocutor sempre estará atento para, ao primeiro deslize, destruir a  reputação de quem pronunciou a palavra proibida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como antídoto para a  incômoda prática, o "lá ele" surgiu como uma ferramenta indispensável na  comunicação do soterpolitano. Assim, o indivíduo que falar algo sujeito a  interpretações maliciosas estará a salvo se, imediatamente, antes da reação de  seu interlocutor, falar em alto e bom som "lá ele!". Por exemplo, qualquer  homem, por mais macho que seja, terá sua orientação posta em dúvida se falar  "Neste Natal comi um ótimo peru". Contudo, se sua frase for "Neste Natal comi um  ótimo peru, lá ele!", não haverá qualquer problema. No mesmo diapasão,  confira-se:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;(i)&lt;/strong&gt; se um colega de trabalho enviar um  e-mail perguntando "vai dar para almoçar hoje?", não se pode redarguir apenas  "Sim"; deve-se reponder "Vai dar lá ele. Vamos  almoçar";&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;(ii)&lt;/strong&gt; se, na pendência do pagamento de polpudos  honorários, um advogado perguntar ao outro "Já recebeu?", a resposta deverá ser  "Recebeu lá ele. Já foi pago";&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;(iii)&lt;/strong&gt; ou, ainda, se  alguém tiver a desdita a desdita de nascer no citado bairro do Pau Miúdo, o que  poderá transformar sua vida em um interminável festival de chacotas, deverá  sempre valer-se da ressalva: "eu sou do Pau Miúdo, lá ele".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para melhor  compreensão da matéria, reproduz-se abaixo um exemplo real, ocorrido no último  domingo durante a transmissão do épico triunfo (vitória é coisa de chibungo, lá  ele) do glorioso Esporte Clube Bahia sobre o Atlético de Alagoinhas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-  Locutor: "Subiu o cartão amarelo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Repórter: "Subiu o amarelo e o  vermelho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Locutor: "Mas você está vendo subir tudo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Repórter: "Lá ele!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Note-se que o "lá ele" pode sofrer variações de  gênero e número, de acordo com a palavra que se pretende neutralizar. Se, antes  de uma sessão do TJBA, alguém perguntar "Você conhece os membros da turma  julgadora?", deve-se objetar com veemência: "Lá eles!". Ou se o cidadão for à  Sorveteria da Ribeira e lhe perguntarem "Quantas bolas o senhor deseja?", é de  todo recomendável que se responda "Duas, lá elas, por favor". A cultura  duplo sentido oferece outros fenômenos da comunicação interpessoal. Veja-se, a  título de ilustração, o sufixo "ives". Em Salvador, não se pode falar  palavras terminadas em "u", principalmente as oxítonas. Independentemente de  sexo, idade ou classe social, o indivíduo poderá ser mandado para aquele lugar  (lá ele). A pronúncia de uma palavra que dê (lá ela) rima com o nome popular do  esfíncter (lá ele) será prontamente rebatida com a amável sugestão. Para fazer  face ao problema, a vogal "u" passou a ser costumeiramente substituída pelo  sufixo "ives". Destarte, o capitão da Seleção de 2002 é tratado como  "Cafives"; o Estádio de Pituaçu virou "Pituacives"; o bairro do Curuzu se tornou  "Curuzives"; a capital de Sergipe sói ser chamada de "Aracajives"; e as pessoas  que atendiam pela alcunha de Babu, com frequência utilizada na Bahia para  apelidar carinhosamente pessoas de feições simiescas, há muito tempo passaram a  ser chamadas de "Babives".".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;=]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7033054257606970042?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7033054257606970042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7033054257606970042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7033054257606970042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7033054257606970042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/05/pedacoderionews-o-la-ele.html' title='Pedacoderio.news: O lá ele.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7401099756562786340</id><published>2010-05-21T21:10:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T21:21:07.939-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Viramundo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como algumas coisas acontecem. Há alguns meses atrás, estava eu em meio a um tumulto do cotidiano, nas minhas viagens loucas, no meu toque de recolher pessoal. Hoje, aqui vou eu, andando por caminhos ainda desconhecidos, mas andando, com um novo gosto de céu da boca na memória. É tudo tão recentemente esplendoroso que ainda não traduzirei em palavras. Se houver, assim que eu souber, avisarei a mim. Avisarei a quem quiser saber, a quem tiver paciência e pesar noturno virtual. Avisarei ao soturno céu que nos rodeia, ao ímpar pôr-do-sol do exato instante. Sabem o que há mais de engraçado nesta história? Acontecer o improvável, o "bem abaixo do nariz" que, na maioria das vezes, parece distante e impossível de ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7401099756562786340?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7401099756562786340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7401099756562786340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7401099756562786340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7401099756562786340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/05/viramundo.html' title='Viramundo.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4887476889628313036</id><published>2010-04-24T08:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T08:58:35.092-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São João'/><title type='text'>ô, peste, que saudade da mulesta!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, estou em clima de São João. Como toda boa interiorana velha de guerra, adoro um forró, daqueles de Gonzagão, com zabumba, triângulo e sanfona, num quintal de roça perdida no meio do verde das diversas plantações de mandioca, cana, arroz e árvores de frutas diversas. Lembro-me das Oliveira, da Boquira véa, da Ibotirama no tempo que eu era 'tititica' e o São João era comemorado na praça, com várias crianças a soltar escondido os fogos mais perigosos para a idade. Também até hoje gosto, ouço e canto algumas bandinhas meia-boca, como Mastruz com Leite, Cavalo de Pau e outras antigas músicas remosas, que embalaram muitas das minhas presepadas do meio do ano. Ah, como eu gosto do São João. Para mim, é a melhor época do ano. É quentão, amendoim, friozinho, forrozinho no meio do salão, as pessoas na praça a passear trôpegas pelo clima quase que europeu nessas bandas dos trópicos. Quem não se lembra de "...meu vaqueiro, meu peão, conquistou meu coração na pista da paixão e valeu, boi!"? Gente, fez um sucesso danado! Ai, como era boa essa época. É, não me canso de repetir: adoro o São João!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(85, 85, 85); line-height: 16px; "&gt;"A gente bem que podia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(85, 85, 85); line-height: 16px; "&gt;Se juntar de vez&lt;br /&gt;Compartilhar de novo do nosso sertão&lt;br /&gt;Acordar ouvindo&lt;br /&gt;O chocalho da rês&lt;br /&gt;A gente bem que podia&lt;br /&gt;Se juntar de vez&lt;br /&gt;Tá de manhã no curral&lt;br /&gt;Tomar um leite mais puro&lt;br /&gt;Cantar varrendo o muro&lt;br /&gt;Do nosso quintal&lt;br /&gt;Colher tomate, cebola&lt;br /&gt;Banho de açude, almoçar&lt;br /&gt;De noite um bom baião de dois&lt;br /&gt;Pra que deixar pra depois&lt;br /&gt;Se a gente pode se amar?"&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;color:#555555;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;color:#555555;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;i&gt;Composição de Luís Fidélis, Baião de Dois, cantada por Mastruz com leite.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4887476889628313036?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4887476889628313036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4887476889628313036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4887476889628313036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4887476889628313036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/04/o-peste-que-saudade-da-mulesta.html' title='ô, peste, que saudade da mulesta!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5501013929872954156</id><published>2010-04-22T15:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T16:00:21.087-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moisés'/><title type='text'>Ócio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um amigo, a quem ingenuamente emprestei meu livro 'O universo numa casca de noz', apresentou-me uma certa feita o ócio. Durante algumas tardes após filmes homéricos na Walter da Silveira, brincávamos de filósofos competentes para falar da mais recente descoberta da minha adolescência: a contemplação do mundo com a inércia invencível e desgarrada do ser humano. Ele falava do ócio e de suas variedades estratosféricas, em alguns rompantes de clareza e impulso, numa retórica sutil e despojada, como ele fazia sempre nas nossas tardes de segunda, tomando capuccino na ante-sala do cinema. Essa época era mágica, era mais uma descoberta da minha adolescência conturbada e doce, dos meus momentos com robustas e inusitadas idas à passeios de bicicleta em Pituaçu. Inúmeras vezes saíamos das aulas em São Lázaro para programas malucos que ele inventava e que, prontamente, eu aceitava. Como era simples pegar um 'buzú' em Itapuã para vermos o pôr-do-sol do Solar do Unhão. Sempre pensávamos que chegaríamos a tempo dos espetáculos, não importando as previsões climáticas, com ou sem nuvens de quaisquer tipos, ou na distância palpável e infalível a ser percorrida em curtos minutos e que torcíamos sem duvidar que fosse vencida. Nunca levantávamos hipóteses outras que não o pronto sim da ponta da língua, que não saía de nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas idas e vindas com essa figura, entre conversas e discussões, cervejas e pizzas, ouvíamos a música da vida a tocar sempre no nosso caminho. Além do ócio, tão debatido em suas diversas formas de mostrar-se para nós, a trilha sonora de vários dias seguidos conturbava, às vezes, ou quase sempre, os outros amigos adjacentes às nossas loucuras infantis. Pedro Luís e a Parede, Maria Rita, Mundo Livre S.A., R.E.M., entre outros clássicos eram o diferencial daquelas tardes, contemplando sempre, invadindo sempre a nossa imaginação para elocubrarmos sobre o ócio, essa coisa tão impregnada na época. Lembro-me bem de suas palavras: "o ócio, para ser ócio, deve ser contemplativo, não existe ócio ativo, não existe ócio fora do ócio, fora da 'boresta', da 'maresia'... até o pensar é contra o ócio, pois para ser mesmo, deveríamos não pensar. Por isso, podemos ter o ócio contemplativo, aquele que é desprovido de qualquer pensamento, e o ócio produtivo, aquele em que só se pode pensar, a única coisa e esforço que podemos fazer". Na verdade, justiça seja feita, não sei se exatamente foram essas as suas palavras, mas, foi o que ficou em mim daquelas tardes de ótimos meses que passamos sendo colegas de faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito tempo se passou e, cumprindo a lei da natureza e da vida, perdemo-nos um do outro, perdemo-nos nessa 'vida louca, vida'. Desde então, nunca mais o vi. Quer dizer, encontrei-me com ele coincidentemente durante uma volta dos Barris rumo ao Rio Vermelho, onde sempre terminávamos a nossa farra do dia. Durante a curta viagem de ônibus, falamo-nos rapidamente, cujas perguntas saíam azafamadas e as respostas, incompletas. Hoje, sinto saudades daquele tempo, onde era muito fácil viver, deslumbrar-se com o outro e com a própria vida. Não sei se, por culpa do entorno cruel de alguns problemas inevitáveis, ou por qualquer outro motivo, sinto-me diferente daquela criaturinha recém universitária, que acreditava poder fazer mudanças positivas para a sociedade, para o mundo, para o seu mundo. Às vezes eu gostaria de encontrar-me com ela, nem que fosse por poucos minutos. Perguntaria, principalmente, por onde ela andaria, porquanto, desde então, nunca veio a visitar-me novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5501013929872954156?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5501013929872954156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5501013929872954156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5501013929872954156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5501013929872954156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/04/ocio.html' title='Ócio.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-1097035267880780187</id><published>2010-04-20T14:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T14:25:56.036-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Holístico'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha um propósito antes de pensar-me gente: solucionar os questionamentos do mundo, sanar as agruras da vida, procurar o caminho de volta. A verdade é que tudo não passa de uma grande ida, rumo ao infinito. E esse infinito, permeado de conversas fiadas e verdades explosivas, é simplesmente esclarecedor por si. O nosso problema é que tornamo-nos tão pragmáticos e insensíveis, que não enxergamos simplesmente. Hoje entendi uma parte da viagem, uma milésima parte da ida que, mesmo sem volta, diversas vezes rumamos num 'indo e vindo infinito' amiúde. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A viagem é uma só: sonhar sempre e fazer para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-1097035267880780187?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/1097035267880780187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=1097035267880780187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1097035267880780187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1097035267880780187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/04/eu-tinha-um-proposito-antes-de-pensar.html' title=''/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-469766024907025994</id><published>2010-03-30T14:55:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T15:02:18.721-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Vontade.</title><content type='html'>Muro! é simplesmente um muro, coração,&lt;br /&gt;que faz-me atar os beiços diante do ineroxável&lt;br /&gt;modo de viver uma doce e singela manhã de sol.&lt;br /&gt;Vejo os tijolos a corroer-me, sangrando mãos e fé,&lt;br /&gt;atordoados olhos e dedos tristes,&lt;br /&gt;sem unhas para atirar-me ao outro espaço,&lt;br /&gt;defronte e invisível, diante e infalível,&lt;br /&gt;externo e tão intensamente dentro da minha alma.&lt;br /&gt;Não quero saber o que virá por detrás do desconhecido:&lt;br /&gt;quero-me indo através dele, impávido, rápido, com medo&lt;br /&gt;e sem piedade dos pés sobre os espinhos.&lt;br /&gt;Quero viver, coração! não importando o quão vistam-me&lt;br /&gt;de ilusão nesta selva imaginária de segredos e guerras;&lt;br /&gt;sem perceber o jorro amargo dos dias que passarão,&lt;br /&gt;da doçura do mel que beberei instantaneamente por&lt;br /&gt;algum mísero minuto num apiário visível e inacreditável.&lt;br /&gt;Quero ir-me, somente. Quero adentrar tudo,&lt;br /&gt;com facão e foice afiados,&lt;br /&gt;para qualquer lida, qualquer ida ou volta,&lt;br /&gt;para qualquer troco ou estrupício.&lt;br /&gt;Quero... .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-469766024907025994?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/469766024907025994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=469766024907025994' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/469766024907025994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/469766024907025994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/03/vontade.html' title='Vontade.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-6137173861998004784</id><published>2010-02-28T16:24:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T16:49:54.072-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Princípio'/><title type='text'>Autópsia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá, voltei. Após tantas mil páginas abertas antes desta, reporto-me a algo meio que esquecido nessa atmosfera atordoada que envolve o céu do Rio Vermelho neste instante. É bom voltar ao íntimo, ao seu predileto espaço virtual, com sua cara, com as fotos do Rio e da sombra de quem pisa o seco árido do solo dantes mar. Volto aqui e sinto-me gota, às vezes espessa e muitas vezes imarcescivelmente rala para formar uma superfície espelhada, perdida em alguma fresta de janela ou pedra. Mas, o importante é que volto, volto sempre para relembrar-me, tecer-me, mirar o passado e os sentimentos nos dias que foram atordoados ou simples; de muito riso ou lágrimas... porém, sempre criativos, eu diria! Porque viver é isso mesmo, dorido, instável, bom. Cada dia que volto aos ares cibernéticos das minhas palavras, traço curvas do crescimento interior, num gráfico cheio de sigmóideas e retas infinitas. Isso não tem serventia nenhuma, creio eu, até pq curvas assim são pros espíritos iluminados que aterrissaram nesse planeta. O meu espírito, ainda não pensei sobre ele, se o pusesse em escala alguma, não transcreveria uma ascenção ou decréscimo à primeira vista; penso que faria um círculo, como uma cobra tentando engolir a própria cauda, numa tentativa comestível de renovação contínua. Mas, será mesmo verdade esta leitura de mim? Acho que deva ser por isso que sempre volto, sempre reporto o meu estado momentâneo de renascença, ao vivo, no instante do booooooooom meteórico das reviravoltas descontroladas de mim. Ultimamente, apesar de ter esquecido deste portal para minha consciência, muitas coisas mudaram. E eu não consigo descrevê-las todas, pois são muitas, num espaço muito curto de tempo entre elas, quando perceptíveis. Às vezes, o mundo lá fora não nos deixa ver, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, hoje resolvi escrever como se eu estivesse defronte do diário anual da escala geométrica da minha passagem terrestre. Escrevo-me a mim mesma. Escrevo-me para dentro, mesmo formando palavras aqui fora. E foram tantas as decisões neste fim-de-semana fulgás! Como se isto só provasse que os pensamentos são mesmo, além de à prova de balas, mais rápidos que quaisquer outros corpos em movimento, que o próprio tempo, que o próprio espaço que se move, irremediáveis. Viver é uma loucura. E, realmente, deveríamos antes fazer um teste-drive e escolhermos se realmente gostaríamos ou não de aceitar o desafio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-6137173861998004784?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/6137173861998004784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=6137173861998004784' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6137173861998004784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6137173861998004784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/02/autopsia.html' title='Autópsia.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-6347196410436346164</id><published>2010-02-16T19:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T19:30:45.210-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Sentido.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje abracei os travesseiros. Hoje, impressionantemente hoje, fui buscar as chuteiras amarradas naquele tronco perdido no meio daquela floresta encantada de onde vim. Estranhamente pode parecer errado o regresso. Se está ou será, apenas o tempo vai mostrar o factível início do sim e do não. Querer voltar para o antes, para o mesmo, mesmo em outro tempo, em outra vida, em outro pacto, em outro assunto não me parece um efeito reverso. É só regresso. É só a volta, ou melhor, uma nova ida. O que buscarei além delas, amarradas onde desisti? saberei quando o primeiro nó do primeiro pé for apagado daquela estranha maneira de olhar o verde úmido e mais novo que dantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"tt's times like these, you learn to live again,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;times like these, you give and give again,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;it's times like these, you learn to love again,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;it's times like these, time and time again".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Times like these, Foo Fighters.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-6347196410436346164?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/6347196410436346164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=6347196410436346164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6347196410436346164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6347196410436346164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/02/sentido.html' title='Sentido.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-8797175960136199573</id><published>2010-02-06T14:11:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T19:20:09.458-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>E segue...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esses dias, desde o réveillon até esse último fim-de-semana antes do carnaval, foram laboriosos e interessantes ao mesmo tempo. Tenho cabeça apenas para os casos clínicos e assuntos mil que devo encrustar em minha cabeça até a prova no fim do ano. Gente, não é que está chegando mesmo? Virar gente é assim, complicado e gostoso. Às vezes bate um medo meio estranho, como se ainda fossemos embriões vendo a casca do ovo quebrar cedo demais. A coisa boa é que muita coisa está mudando para melhor, estou mais de palavras simples, sem querer muito impressionar o mundo lá fora. A única coisa que penso é de fazer tudo certinho, ser leal e fiel ao que aprendi e ao que sou. E assim, a vida vai seguindo, sem pressa pra algumas coisas, com uma azáfama para outras; sempre indo para frente, olhando para trás algumas outras tantas vezes para que o erro não se repita, para lembrar das coisas boas, para nunca perder a vontade de querer mudar o que está errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8797175960136199573?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8797175960136199573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8797175960136199573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8797175960136199573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8797175960136199573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/02/e-segue.html' title='E segue...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4017807417865932770</id><published>2010-01-05T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T23:45:37.211-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Princípio'/><title type='text'>2010.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse início de 2010 foi tudo incrível: a chuva, a falta de energia elétrica que abastecia os freezers parcos de álcool e gelo. Tudo foi mágico: as milhares de contagens regressivas, pois cada relógio cabia uns minutos a mais ou a menos nesse tempo de milhares de mundos. Todos estavam lindos: vestidos brancos, para celebrar e pedir paz às forças cósmicas; amarelos, para que a prosperidade reine; verdes, para alguma coisa chamada esperança; com calcinhas vermelhas, para que o amor chegue neste novo ano de muitas expectativas. As cores, enfim, findavam na pequena rua mal-iluminada por gambiarras 220V, para uma corrente de 110V que chegava insistentemente. O meu réveillon não poderia ter tido outro sabor: era um agridoce ameno, com alguma coisa de céu ensolarado e de lua cheia que banhava aquela noite escura e de muitas cúmulo-nimbos. A chuva que caiu foi, certamente, para lavar as energias do ano que passara, trazendo novas auras e corpos novinhos em folha para os novos corações do novo tempo. Chegou 2010. Esse ano, que hoje completa 5 dias, será o meu ano. Será o ano de quem o elegeu para sua vida. Será o que quiser que ele seja, pois, a chuva e a falta de bebidas alcóolicas em uma vila perdida no vale mais lindo do planeta trouxeram a melhor lição que se poderia aprender nesses tempos de imaturidade e perplexidade: "somos responsáveis por aquilo que fazemos e, também, por aquilo que deixamos de fazer". Viva 2010!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4017807417865932770?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4017807417865932770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4017807417865932770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4017807417865932770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4017807417865932770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2010/01/2010.html' title='2010.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-1881176278001880495</id><published>2009-12-09T13:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T13:40:57.133-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais uma de amor.'/><title type='text'>Levitar dos colibris.</title><content type='html'>É tempo, é cedo, tarde e noite intensos.&lt;br /&gt;Apressa o passo, represo os olhos, entrego o corpo e faço.&lt;br /&gt;Trabalho, corro, examino, escrevo e cravo.&lt;br /&gt;Vou longe, perto, converso e desabafo.&lt;br /&gt;A pele aperta, a contenção navega no pesar amparado.&lt;br /&gt;Não é medo mais, é vontade explícita.&lt;br /&gt;É sede de água límpida,&lt;br /&gt;é presunção aberta,&lt;br /&gt;é ferida exposta e&lt;br /&gt;vontade de curá-la;&lt;br /&gt;Não há medo. Não há enseada ou baía,&lt;br /&gt;porquanto grande o espírito vazou&lt;br /&gt;na terra sem fim que o ancorava:&lt;br /&gt;o espírito sumiu-se e assumiu o erro de crescer-se tonto.&lt;br /&gt;É tempo, é cedo, é tarde infinita.&lt;br /&gt;Faço, trabalho, acordo em mim.&lt;br /&gt;Não é medo mais, é alguma coisa,&lt;br /&gt;que em altura dessas,&lt;br /&gt;vive já sem parar de querer não ser-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Se carece de definição, me sinto leve.&lt;br /&gt;Céu azul na bolha de sabão,&lt;br /&gt;que o vento rege, como folha ao coração.&lt;br /&gt;Ao te refletir, o espelho em si&lt;br /&gt;vira quadro ou vira arte,&lt;br /&gt;Salvador Dali não ousou jamais imaginar-te".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Leve, música de Jorge Vercilo. -&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-1881176278001880495?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/1881176278001880495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=1881176278001880495' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1881176278001880495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1881176278001880495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/12/levitar-dos-colibris.html' title='Levitar dos colibris.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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demais,&lt;br /&gt;quero edificá-la e edificar-me outra,&lt;br /&gt;maior e do jeito que me caiba em outra época.&lt;br /&gt;É assim que espero viver, pelo que me vejo viva ainda&lt;br /&gt;em espaço e tempo infinitos: nunca morrer-me,&lt;br /&gt;sempre crescer-me, mudar-me para caber-me inteira&lt;br /&gt;em chão, casa, terra, ar e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"How I wish, how I wish you were here&lt;br /&gt;We're just two lost souls&lt;br /&gt;Swimming in a fish bowl,&lt;br /&gt;Year after year,&lt;br /&gt;Running over the same old ground.&lt;br /&gt;What have we found?&lt;br /&gt;The same old fears&lt;br /&gt;Wish you were here"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wish you were here, Pink Floyd.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-3620872943347425328?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/3620872943347425328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=3620872943347425328' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3620872943347425328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3620872943347425328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/12/reinventar.html' title='(Re)inventar.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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Um olhar, dois olhares, três... e assim vai o dia todo, entre olhares entreolhando-se, olho no olho, uma coisa meio louca e incontavelmente incontável. É bom isso, o frio na barriga desperta o corpo meio introspectivo ao som de algum acorde impensado. O que se faz depois? nada. Pára-se o parabrisa molhado, cheio de gotas apartadas pelo limpa-vidros. Elas não sabem, mas quando olhas para dentro do espectro de cores dentro delas, o olho reflete-se no meu parado, esperando a mira certeira do sim. Engraçado, intrigante, introspectivo e absolutamente lindo: os olhos entregam-nos. Para quem, ainda não sabemos. Para quê, então, nenhum rastro de ideação ilusória para resgatar as respostas. Simplesmente hoje, não sei bem o porquê (aliás, nunca o sei, é infinito isso), o sentido no seu olhar fez do meu sono e sonhos não quererem acordar-me neste domingo ensolarado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8565755880834790691?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8565755880834790691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8565755880834790691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8565755880834790691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8565755880834790691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/11/trigo.html' title='Trigo.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-8125140506812210553</id><published>2009-11-14T09:31:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T09:43:26.894-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MarianaAydar'/><title type='text'>O melhor dia do ano.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem foi o meu melhor dia do ano. As coisas mais simples foram feitas, as mais chatas, resolvidas, as mais bestas, vividas com riso e sorvete da Mc Donald's. Soube ontem que amigos existem, mas que muitos não estão tão aí pra você no momento mais crítico, enquanto outros, mesmo com sono e de saco cheio do dia atarefado, fazem o possível e o impossível para agradá-lo, ver seu sorriso aflorar em rios de lágrimas de alegria. E, muito mais do que meu dia perfeito, foi o meu abraço e cheiro perfeitos, o som da voz doce e forte de quem sabe o que é música de verdade. E a faz com clareza e sinceridade, com o vício interior de soltar-se inteira para o mundo perceber o quão frágil é a existência, o quão simples são certas coisas, o quão duro e feio somos às vezes. Música é minha vida também. Foi meu primeiro amor, é minha segunda profissão,  é minha casa favorita. E quando amo algo, amo do bom e do melhor. Sem querer jactar-me de bom gosto, mas o dia perfeito foi feito por causa do acaso, da minha escolha inusitada, da música que amo e gosto de ouvir pois a preferi em algum momento da vida. A saída sem pretensão, sem planos, um bilhete por acaso. O show perfeito, a chuva a molhar-me os cabelos escovados, os pisões e tropeços de muitos outros fãs em euforia, assim como eu, que ouvia e via serenamente e ferozmente a voz linda com palavras fáceis e poéticas. No fim, mais uma coisa inusitada: a simplicidade dantes estampada no palco, bem rente aos nossos pés, pisando o mesmo ladrilho do calçamento da saída do pátio. Mesma altura, mesma chuva e água mineral. Foi de uma nobreza aquele ato impensado, mas que me deu na telha pedir e que com um sim, fui agraciada em mil maravilhas e alegrias. Acho que ser artista é isso, é encontrar-se em todos os cantos, com todos os encantos próprios, com os outros que respeitem o que se escreve e canta; é estar no mesmo patamar após um cântico, com o inusitado, um abraço, um obrigada por fazer do meu dia, o melhor dia e mais perfeito deste ano que se enfim finda iluminado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8125140506812210553?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8125140506812210553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8125140506812210553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8125140506812210553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8125140506812210553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/11/o-melhor-dia-do-ano.html' title='O melhor dia do ano.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-3140101671365550980</id><published>2009-11-12T08:08:00.001-08:00</published><updated>2009-11-12T15:37:24.933-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mar Revolto'/><title type='text'>o Porquê.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que é que tem de errado comigo, meu Deus? Por que eu só desejo pessoas impossíveis, tenho amores platônicos, insisto nos mesmos erros de sempre, mesmo sabendo-os errados e sofríveis? Tem algo muito sério de errado comigo. Já pensei tanto sobre isso, já procurei um muito ver o invisível para meus olhos; perguntei em todas as esquinas onde passei, aos transeuntes desconhecidos, conhecidos e até aos mais próximos de convivência do dia-a-dia; escrevi, li, vi fotos e cartas antigos, pensei até adormecer quando o sol raiava; virei-me ao avesso, entrei em mim muitas vezes, saí, fiquei de fora olhando e conversando até as mais pueris das coisas absurdas. O que falta então? algum ifá que me veja o destino e o que sou de fato ainda encoberto por alguma coisa que eu não sei? alguma viagem para vidas passadas, ver o porquê pago e sofro tanto por não ser nada, não sentir nada, não saber o que se é? Onde está o erro? Será que é a própria existência, o ser sendo, único? Eu não entendo mesmo. São tantas perguntas sem respostas, desencadeadas por um sentimento que o mundo me deu, por não dar-me sorte ou que os desejos fossem satisfeitos. Eu tive um pouco do que quis, sempre pagando por tê-lo, em outras instâncias da vida. Os percalços foram muitos, as vitórias mesmo, poucas. Aprendi a ser quem sou hoje pelos embaraços, sempre aos trancos e barrancos. O que falta mais? algum desafio para desistir? Eu não agüento mais essa batalha diária por qualquer coisa, por tudo sempre. Nada vem de graça, sem um porquê, normalmente, sem uma renúncia significativa. Sempre esperei e nada tive; sempre batalhei, muito pouco consegui, com um custo muito grande. Sinceramente, não sei o que pensar mais sobre mim, minha vida, meus erros paroxísticos, minha nada sabedoria de botequim barato e ridículo. Eu não sou nada. E ninguém me vê. Essa indignação por me ver tão solta nesse universo de nada e coisa besta é que me deixa assim: nervosa, triste, descontente com o que sou, numa falsidade incoerente comigo mesma. Eu não sei mais o que fazer para mudar isso. Cheguei ao fundo do poço, com os olhos molhados de lágrimas, a cara inchada, os olhos tristes e desacreditados em qualquer coisa que o mundo tem e abarca. É uma vontade de não continuar mais, de deixar-me aqui, neste fundo de poço imundo e chato, sem sequer baratas ou ratos para inferir algum sentimento, mesmo que de nojo. É uma falta de vontade, um cansaço, uma evolução de coisa errada, uma história sem nexo, uma vida ridícula e infiel a tudo que eu sonhei outrora. Estou infeliz. Estou infeliz e desacreditada que tenho corpo, mente ou que sou alguma coisa nesse mundo que nada me deu de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu amo alguém que nem conheço. Eu acho que amo. Pelo menos, o que sinto, é amor. O amor do jeito que eu acho que é amor. Quando o vejo, mesmo que de longe, no seu mundo ideal, pois acho que é ideal para ele, e para mim consequentemente, meu coração dispara, fico envergonhada, sem saber o que fazer, para onde olhar, o que dizer; os meus olhos correm para a sua direção, não consigo separá-los da sua imagem seja onde for; eles o seguem, observam todos os movimentos, contemplam todo o ar que se move perto dele. Quando eu penso nele, sinto-me flutuar entre as nuvens, num céu colorido, com um gosto bom de paz e quietude. Ele faz parte dos meus dias quentes, do frio da noite, da minha cama vazia sem ele. Ele está na minha cabeça oca, e que mesmo errada e platônica, gosta e insiste nesse desvario. Por que é melhor não estar lá fora apaixonando-se por algo real do que trancado no meu quarto com o pensamento nele? será medo do mundo do não mais uma vez? será medo de sofrer ainda mais, porquanto tenho o que eu quero dentro do vídeo da minha (in)consciência? Eu não sei. Parece uma vontade de ser criança de novo, para ter tudo que se pede e quer sob a ameaça de um choro. Olho para o céu todos os dias, contemplo as estrelas e as nuvens que desenha na escuridão da noite. Me ensinaram que as forças do universo estariam por detrás dele, em algum canto de algum cometa intinerante ou nebulosa quaisquer. Pergunto a eles porquê. Nunca me responderam a não ser com a vontade contínua de estar apaixonada por ele. Fico a chorar-me para ver se os anjos e deuses de algum misterioso lugar tenham pena da pobre mortal que já se cansou de questionar o porquê de tudo que a condena à tristeza e solidão sólidas. Sobre o meu amor, até eu mesma sei que é loucura, bobagem, coisa que deveria ter passado ou ficado na adolescência. Mas, a vontade de vê-lo nos meus sonhos volta, meu corpo pede o calor imaginário e a paz acolhedora do amor que nunca acontecerá. Depois, quando o vejo, sem enxergar-me, chego em casa para ver a vontade de chorar passar com o sono. Fora tudo que me cerca de problemas e infelicidade, sempre quis ter paz em alguma coisa que me faz sentir gente, ser humano, com sentimentos e sofrimentos a dois. É, acho que eu pedi demais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-3140101671365550980?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/3140101671365550980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=3140101671365550980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3140101671365550980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/3140101671365550980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/11/o-porque.html' title='o Porquê.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5569176741133416572</id><published>2009-11-06T16:14:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T16:51:26.841-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Loucura.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que dizer de amores platônicos? não sei, pensei sobre isto nesta tarde. É que, a luz do sol que aquece e deixa o meu quarto insuportavelmente quente ao poente do dia abafado, inspira meus olhos, mente e quietude. Meu professor e querido endocrinologista chamou-me a atenção para a duração de certos desvarios amorosos: a paixão não é eterna, tem vida intrínseca de 2 anos, no máximo, quando outro hormônio, se der o ar da graça, vier a consolidar o amor e convivência a dois. Complexo, intrigante, perspicaz. Meu professor sabe das coisas. Ele disse que "paixão em excesso é doença". Eu, se o fosse, retiraria a palavra 'excesso' da explanação sobre os mais nobres sentimentos desta vida criada ao acaso de algum ocaso. A paixão, por si só, sem excessos, é doença. É uma crença, um estágio, um final de faz de contas. Dentre os meus desvarios e excessos, há pôr-do-sol que suporte o pensamento científico? Sei que não há vida esta que suporte os excessos do corpo e da mente inquieta. Minha cabeça, nesses tempos de fim de jornada e grande destreza para o raciocínio lógico, ficou meio bagunçada. Uma tarde me remete à paixão e, por sua vez, tenta achar explicação em alguma coisa 'palpável' para enteder os limites da vida. Eu queria respostas. Aliás, sempre as quero, mesma que sentimentalóides ou ilusoriamente irreais; sejam elas retiradas de um artigo científico ou de um analfabeto na esquina de um bairro qualquer, com cartas de baralho copag. O pôr-do-sol, como já desisti de entendê-lo, entrou em mim através dos olhos da minha mãe, à beira do São Francisco todos os dias, sentada na pracinha do cais da minha terra. Para isto, não é necessário entendimento, posto que já se sabe a fonte que o rega. Mas, para as trivialidades da vida, a paixão e outros pesares que se carrega, tinham de vir com o endereço remetente. Endereço remetente foi realmente ótimo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando à pergunta inicial, proponho o mote paixões platônicas. Acho até que é mais correto chamá-lo assim. Essa coisa de sentimento brusco e abrupto, sem porquê, lançados a alguns indivíduos aleatoriamente distribuídos em algum canto de algum lugar. Platônico. Palavra engraçada. Eu acredito em paixões platônicas, assim como em amores platônicos. Às vezes, sobrevivem durante anos; a maioria se desfaz em meses, semanas. Acho que o organismo, vendo tal disparate, clica no botão desliga do cérebro maluco. Ou então, algum pensamento divino ou próprio se dá o trabalho de inibir a constante busca pela loucura instalada. Sobre o que eu pensei sobre os amores (paixões) platônicos? Ah, isso aí é assunto para as loucas neurotrofinas, que insistem em sair da prisão de suas glândulas agitadas e emotivamente sentimentalóides de sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5569176741133416572?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5569176741133416572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5569176741133416572' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5569176741133416572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5569176741133416572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/11/o-que-dizer-de-amores-platonicos-nao.html' title='Loucura.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-2552917709626669840</id><published>2009-10-26T16:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T16:39:49.867-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dito-e-feito'/><title type='text'>S.O.S.</title><content type='html'>"Socorro!&lt;br /&gt;Não estou sentindo nada&lt;br /&gt;Nem medo, nem calor, nem fogo&lt;br /&gt;Não vai dar mais pra chorar&lt;br /&gt;Nem pra rir...&lt;br /&gt;Socorro!&lt;br /&gt;Alguma alma mesmo que penada&lt;br /&gt;Me empreste suas penas&lt;br /&gt;Já não sinto amor, nem dor&lt;br /&gt;Já não sinto nada...&lt;br /&gt;Socorro!&lt;br /&gt;Alguém me dê um coração&lt;br /&gt;Que esse já não bate nem apanha&lt;br /&gt;Por favor! Uma emoção pequena, qualquer coisa!&lt;br /&gt;Qualquer coisa que se sinta...&lt;br /&gt;Tem tantos sentimentos&lt;br /&gt;Deve ter algum que sirva.&lt;br /&gt;Socorro!&lt;br /&gt;Alguma rua que me dê sentido&lt;br /&gt;Em qualquer cruzamento,&lt;br /&gt;Acostamento, encruzilhada&lt;br /&gt;Socorro! Eu já não sinto nada..."&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Socorro - Arnaldo Antunes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-2552917709626669840?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/2552917709626669840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=2552917709626669840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2552917709626669840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2552917709626669840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/10/sos.html' title='S.O.S.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-469307841477228946</id><published>2009-10-17T16:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T17:04:35.735-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"No intento da vida urbana, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;onde as luzes se acendem em vasta imensidão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;escura do sol que se pôs,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em que lugar procurar o amor?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em que esquina ele se esconde?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A que horas seu trem chega,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em que estação desembarca?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em que lanchonete irá saciar a fome&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de viagem longa,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de passeio incerto,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de veraneio cego,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de intento à procura incessante?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde, meu Deus, em que ilha deserta,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em que ponto de ônibus,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em que praia deserta,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em que areia amarela, cinza, branca,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em que lugar do mundo, do universo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em que constelação estará?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fico a olhar o céu, cheio de encantamentos,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pensando na rua deserta e iluminada,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;com seus muitos carros e transeuntes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso que perdi alguma coisa nessa azáfama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;diária, nesse lugar limitado, nessa casa acima&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;dos morros e casas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-469307841477228946?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/469307841477228946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=469307841477228946' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/469307841477228946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/469307841477228946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/10/no-intento-da-vida-urbana-onde-as-luzes.html' title=''/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-773175239148461789</id><published>2009-10-11T08:03:00.001-07:00</published><updated>2009-10-11T08:27:15.621-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Llipe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wal.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rick'/><title type='text'>Amigos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sei viver sem eles. E quando vem chegando o fim-de-semana, ah, fico numa saudade! Claro, cada um tem suas vidas, seus outros amigos, família e namorado(a). Mas, mesmo assim, a saudade não sabe ou não se contenta. Ela vem, bate e perdura até a segunda-feira, quando os reencontro e nos damos bom dia. É bom saber também que eles me amam. E isso se torna óbvio, pois, quando se é amigo de verdade, e a recíproca é verdadeira, dá pra sentir a energia boa, o brilho nos olhos e o bem-querer que se emana de cada gesto e conversa fiada. Eu os amo muito, percebi outro dia. É, porque amor que é amor, não "dá assim tão na cara de vez". Ele "se achega", vem de mansinho, se instala e fica lá assoviando para o alto, com cara de coerência, sem esperar que seja notado. Aí, quando se vê, ele arregala os olhos e se pergunta em pensamento: dã, só agora você percebeu, bicho? E com os amigos a coisa é ainda mais linda e complexa. Mesmo chatos ou insuperáveis nos defeitos mais esquisistos, a incondicionalidade do sentimento é superior a quaisquer dúvidas. Interessante isso. Até porque, gente, é incrível como não se precisa fazer nada para conquistar um amigo: o amor acontece sem que a gente espere muito dele, sem que haja um sentido ou caminho a seguir. Essa é a verdadeira conquista, o verdadeiro propósito da vida doida que segue infinita. E eu amo muito meus amigos. Sinto a falta deles no meu dia-a-dia, nos meus estudos chatos, nas minhas noites de chuva onde não se tem nada para pensar ou fazer. Agradeço todos os dias ao pensamento cósmico que rege o universo, pelo complexo fato de ter cruzado os nossos caminhos e feito surgir o encantamento inicial, coisa que nutrimos a cada dia, com uma pitada de tapas e risos mágicos, com um monte de estresse e cheirinhos bobos, com uma meia caixa de cerveja numa sexta-feira de estudos e sono. É, assim é minha vida e meu amor por eles. Amigos são tudo, são a família que a gente escolhe diante de um mundo tão grande, cheio de maldades e desalentos que se sobrepõem a tanta beleza e felicidade escondidas em algum canto de olho ou apertar de mãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo vocês, seus pestes insuportáveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;=]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-773175239148461789?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/773175239148461789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=773175239148461789' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/773175239148461789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/773175239148461789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/10/amigos.html' title='Amigos.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4967526552512754968</id><published>2009-10-10T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T07:48:31.830-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nada-com-nada'/><title type='text'>Amarelo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes a gente jura um tanto de injúria boba que nem se lembra mais das asneiras ditas do não. Eu só quero ver quando muito do pouco que disse e vivi, chegar à frente dos olhos descrentes e simpáticos de outrora. A vida é mesmo engraçada e doce, com uma pitada de açafrão e cominho, coisas que, pra mim, não fazem muita diferença no sabor, quando se tem os ingredientes principais mais temperados do que deveriam. Ou então, não percebemos bem o que estes sabores representam no céu da boca. Injúrias, asneiras, juras de coisas vãs. É, pensar é realmente o melhor destas tardes de sábado que não precisam necessariamente de um sol pra dar gosto de amarelo manga pras vidas paradas de sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam: marca amarela de mostarda na unha do primeiro dedo da mão direita. Destreza demais pra essa vida tão simples!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4967526552512754968?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4967526552512754968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4967526552512754968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4967526552512754968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4967526552512754968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/10/as-vezes-gente-jura-um-tanto-de-injuria.html' title='Amarelo.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5203860761426243942</id><published>2009-09-23T17:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T08:32:02.959-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interior'/><title type='text'>Paixão segundo S.E.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca ousei conceituá-la. Não sei bem se, descrevê-la pelos sentimentos de outrora que vão e vem ao longo da vida, seria oportuno e perspicazmente certo. Será mesmo que ela é imprescindivelmente incondicional? Será mesmo desprovida de desejo vão? Existiria mesmo dentro de um ser assexuado e inerte às carnes e vida próxima? Bem valeria, pois, um tanto de lucidez nesta viagem de indagações vazias. Aliás, foi o vazio que me fez perguntar-me por uma coisa fora de mim agora. E agora, bem vazio e imparcial a este sentimento tão desequilibradamente rítmico, sinestésico, auto-incompreendido, é que tento desesperadamente achar uma sintonia perfeita de palavras para situá-lo no meu mundo de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto a paixão como sendo um infinito de lágrimas soltas após um soluçar constante de um desabafo dantes pétreo. É um descarrego da mente no corpo, um torpor de alguma coisa que não se sabe de onde veio, não se sente ao certo, mas a sinestesia da pele com o pensamento em algo que o coração se abala faz o amargo e o doce se misturarem dentro do céu da boca. Na verdade, a paixão é meio doida por si só, pois entrega o ser que sente ao ser 'sentido', mesmo que ela habite somente em cabeça que não de ambas; nasce de um zé ninguém com maria de não-sei-onde, sem querer, sem poder, como um recém-nascido de alma posta no mundo sem a escolha prévia do caminho que se quer seguir... e sem saber sequer se caminho há; produz um intenso viver conjunto imaginário, uma poesia de redondilhas maiores, alexandrinos perfeitos e as formas mais impossíveis de viajar ao mundo do amor perfeito. - Ah, se o outro ser soubesse! "Será que ele quererá(?)", quereria pois, sentiria então?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que a paixão provoca no ser amado? Poderia ser alguma ojeriza, algum riso, algum trato mais apurado de convivência, algum descontentamento, ou pudicícia, ou desinteresse qualquer? Ah, como a paixão é mesmo doida! Quantos sentimentos infinitos ela pode provocar, podendo induzir à completa decadência ou apogeu homéricos num piscar de olhos. Arrebatador, portanto, seria a minha definição: um sentimento arrebatador, para o bem ou para o mal - sejamos bem dualistas neste momento, por favor. E, porquanto isto, de certo há um controverso prazer nisso. Senão, seríamos vítimas eternas de algo que não pede licença 'para se fazer carne'. Ou realmente somos vítimas? Alguns podem até ser, penso. Outros ainda, irão argumentar indiferença ao conceito. Muitos dirão que nutrem de carne, osso e coração quando ela aparece querendo abrigo em corpo, mente e quietude.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante pensar na paixão. É importante questionar-se imaginariamente o que ocorre quando as sinapses nervosas, estimuladas por alguma coisa externa ('ser sentido') que produz um impulso nervoso de algum lugar no cérebro humano, nervosamente desperendem uma descarga adrenérgica, onde os mediadores químicos fazem provocar a boca seca, o coração palpitante, a pupila mais aberta, o tremor das mãos e corpo inteiro. O corpo traduz em embaraço e gagueira, quiçá até em pensamento desconexo e intemporalidade. Tudo isso ocorre por dentro, fazendo o ser que sente esmiuçar-se inteiro diante da platéia que assiste à tradução do verdadeiro teatro da vida. Pois ela é composta disso, de paixão em si própria, de terror, de embriaguez, sorrisos e sarcasmos. A vida seria sem graça se a paixão não povoasse e bagunçasse as entranhas do amor que se infere quando há vida. Digo isso, pois, não há vida sem amor, mesmo que próprio, ou mesmo que não sendo, para o outro, de alguma forma, mesmo traduzindo-se em loucura ou desvario. Amor há sim, em todo canto, mesmo que não se veja a todo momento, em cada segundo, mas, todo ser que é ser, portanto, carrega consigo essa marca de ser ser, sentido ou que sente: ele ama em primeiro lugar, mesmo que não o valha. Enfim, falar de amor é bem mais complexo, mais dinâmico, porém. A paixão também é dinâmica, em seu grau correto, mas eles se diferem por completo, quase que opostos em suas qualidades e defeitos. A paixão é o mote da vida, que já há amor embutido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5203860761426243942?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5203860761426243942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5203860761426243942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5203860761426243942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5203860761426243942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/09/paixao-segundo-se.html' title='Paixão segundo S.E.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-6143733661189008792</id><published>2009-09-19T10:37:00.001-07:00</published><updated>2009-09-19T10:51:20.065-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interior'/><title type='text'>Tela.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando a imaginação ganha espaço na vida concreta desaba o mundo das ilusões feridas em cima de todas as coisas corriqueiras e medíocres de antes. É bom o pensar e o sentir de outro mundo, onde se pode dar sorrisos e abraços exteriores, vendo a pele arrepiar-se inteira aqui pelo lado de fora. A boca seca, o paladar torna-se outro e infinitamente mais adocicado quando a mente está em forma e forma a realidade virtual dos olhos fechados. As lentes não são mais necessárias aqui. Tudo é nítido, um claro absurdo de bom, que dá um frio na barriga, tudo inerentes ao pensar de tempos que nunca acontecerão. Mas, isso, o que importa? as sensações por si só já bastam para passar a tarde triste e quente de olhos fechados, o coração aberto e a alma plenamente à vontade nos desvarios da mente sóbria. O tanto de vida que se faz e se tem dentro da cabeça de alguém é impossível de ser quantificada. É uma vida de um universo paralelo onde se controla o vai-e-vem dos carros poluentes e das bicicletas apressadas. É, realmente, um outro universo. E não vivê-lo a cada dia ao deitar-me é como se as vidas lá ficassem inertemente esquecíveis e paralisadas - e isso não se faz, pois o casulo necessita das horas e do tempo e da chuva e do sol para que a borboleta saia e brinde o dia com mais cores e a ventania microscópica de suas asas. Quando tudo isso acabar, pois tudo tem um começo e um fim, voltarei ao desalento do cotidiano, tendo a certeza que outros vídeos nascerão, com a mesma intensa vida e repletos de coisas mil, nas telas dos meus olhos fechados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-6143733661189008792?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/6143733661189008792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=6143733661189008792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6143733661189008792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6143733661189008792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/09/quando-imaginacao-ganha-espaco-na-vida.html' title='Tela.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5481306506404156855</id><published>2009-09-11T13:14:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T13:19:31.491-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Chuva.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você faz parte da minha vida e eu da tua, é inevitável! Tudo que nos cerca é nosso, é infinitamente e decoradamente nosso, relembrável e impossível de ser desmembrado. Não importa o quanto nós queiramos distância ou tentemos os 'desvínculos': somos um passado entrelaçado, mesmo que pouco, mas inesquecível, indelével. Vira e mexe, vejo alguma foto nossa, ouço alguma música que é a sua cara. E é incrível o quanto isso é tão presente, apesar de longínqüo no tempo, no sentimento e na memória inerte de coisa pouca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5481306506404156855?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5481306506404156855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5481306506404156855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5481306506404156855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5481306506404156855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/09/voce-faz-parte-da-minha-vida-e-eu-da.html' title='Chuva.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5270108315970542952</id><published>2009-08-25T15:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T15:34:30.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que foi isso?'/><title type='text'>Ode à primavera.</title><content type='html'>Chegaste quase, ó honrosa e doce primavera inefável.&lt;br /&gt;Sinto seu cheiro permeando as torrenciais chuvas que tornam&lt;br /&gt;o dia tão chato quanto é este meu coração diluviado que vos fala.&lt;br /&gt;O queimor simples e manso que trazes é a salvação celestial&lt;br /&gt;para os desalmados corredores do frio cinzento que habita o céu lá fora.&lt;br /&gt;O vento, o silêncio, os pingos na calçada, nada é mais belo&lt;br /&gt;que o início da vida nas árvores, muros e encostas dantes tórridas.&lt;br /&gt;Eu sinto sim, cheiros mil, flores inundando os sonhares acordados,&lt;br /&gt;os pesadelos infinitos que, num rompante da madrugada, acolhem-se&lt;br /&gt;auspiciosamente na tua breve morada abrupta, de um novo coração trimestral.&lt;br /&gt;Chegue logo, ó divina cor laranja que o sol insiste em pôr no raiar do dia;&lt;br /&gt;Venha insípida e doce, transtornados pelo calor, pela vida que ascende,&lt;br /&gt;pelas cortinas que acendem o flambejar do dia intenso e sudoréico,&lt;br /&gt;mas lindo e cheio de rompante de vida.&lt;br /&gt;Espero-te, ainda com uma leve e prévia saudade da brisa fúnebre,&lt;br /&gt;que neste inverno fez-me pensar em ti tão premente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5270108315970542952?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5270108315970542952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5270108315970542952' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5270108315970542952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5270108315970542952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/08/ode-primavera.html' title='Ode à primavera.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-1088744091899591844</id><published>2009-08-18T16:27:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T16:39:08.011-07:00</updated><title type='text'>Here comes the weekend.</title><content type='html'>Aí vem a boa nova, a andar calma pelos campos vastos de alguma coisa ainda imatura e tenra.&lt;br /&gt;Sou eu quem cavalga num galope doce e cheio de lombalgia de outros tempos.&lt;br /&gt;As nuvens não mais habitam o céu, meu coração tilinta e pulsa por ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, como é bom o gozo de estar e ser novamente o eu dantes esquecido e despedaçado de outrora!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, é "sol de primavera, que abre as janelas do meu peito", pois&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"quando entrar setembro", essa boa nova sempre permeará os meus campos cheios de ternura e sonho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;em&gt;"here comes, here comes the weekend..."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-1088744091899591844?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/1088744091899591844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=1088744091899591844' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1088744091899591844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1088744091899591844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/08/here-comes-weekend.html' title='Here comes the weekend.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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Hoje o vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7702519821328174659?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7702519821328174659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7702519821328174659' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7702519821328174659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7702519821328174659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/07/ferias.html' title='Férias.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4083409390410138567</id><published>2009-07-01T11:30:00.000-07:00</published><updated>2009-12-20T05:26:42.791-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Até o sol nascer amarelinho...'/><title type='text'>Azul</title><content type='html'>Um pedacinho do céu caiu hoje sobre os ombros.&lt;br /&gt;Eu não sei bem o que é certo do querer.&lt;br /&gt;Se é falar, se é sofrer calada, se é estar sem ser.&lt;br /&gt;Portanto, o que segue hoje é o sempre que ainda vive.&lt;br /&gt;Vive porque não se pede ou se quer:&lt;br /&gt;Só se quer e pronto, o querer tem vida própria.&lt;br /&gt;O amor, quando bate, também vive-se próprio.&lt;br /&gt;Parece que não há vontade condicional, mas há.&lt;br /&gt;Tem um cheiro de, mesmo não sabendo parar,&lt;br /&gt;coisa boa e rude instantâneas, que não passa e&lt;br /&gt;passa o longo dia, perdurando-se infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria aqui dizer que o querer é fato,&lt;br /&gt;é único e não escolheu a mim por ser-me.&lt;br /&gt;Ele apenas veio e quer expulsar-me para&lt;br /&gt;sê-lo. Eu o impedia de vivê-lo, de fazer-se próprio,&lt;br /&gt;como sempre foi. Eu não sabia como pará-lo&lt;br /&gt;e agora só sei arrancá-lo, como ele sempre quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que, esse pequeno pedaço de céu anil&lt;br /&gt;que caiu, faça-o crescer e pensar no não.&lt;br /&gt;Pode ser não. Pode ser o que for, mas ele não sabe&lt;br /&gt;e não tem consciência da nossa realidade,&lt;br /&gt;de que ele depende de outro querer também,&lt;br /&gt;igual ou não. Ele apenas quer existir e ser carne,&lt;br /&gt;como outro dia em outro dito, foi exposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato, um ato, meu céu está sobre os ombros agora.&lt;br /&gt;Eu quero cultivá-lo, o querer também, somos cúmplices.&lt;br /&gt;Porque, a felicidade dele e minha é um só ser único e uníssono,&lt;br /&gt;que não gosta nem dele nem do querer, infelizmente.&lt;br /&gt;Porque é felicidade sim, é lindo e maravilhoso: o outro ser não sabe.&lt;br /&gt;Amo-te como um cego apaixonado pela cor do mar e céu azuis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4083409390410138567?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4083409390410138567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4083409390410138567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4083409390410138567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4083409390410138567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/07/azul.html' title='Azul'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7070284639319165524</id><published>2009-06-19T11:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T11:26:16.879-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bobageando'/><title type='text'>Presentes Perecíveis.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Percebi outro dia, conversando com minha amiga Milena, como os presentes que damos a outrem, por quaisquer ocasiões da vida, são perigosos. Muitas lembrancinhas perenes que perduram e se penduram no quarto ou guarda-roupas, que enfeitam agendas, cadernos ou são de alguma utilidade cotidiana, podem trazer diversos percalços aos presenteados e aos mão-abertas. Outro dia, na casa do meu ex-namorado, percebi minha sutil e singela lembrancinha, que outrora fazia-se importante, como um lixo penduradinho por detrás de várias tralhas velhas e sem utilidade. Pensei em como foi caro comprar aquilo, principalmente porque foi com o meu primeiro "salário" de um estágio bem mal-remunerado que fiz durante 1 mês na Cidade Baixa. É duro ver as coisas perenes se tornarem implacavelmente dolorosas pelo fato de a pessoa presenteada não dispensar mais a atenção mínima para a conservação que o artefato merece. Não pelo preço, claro, mas por todos os valores agregados a ele durante o período em que a felicidade ainda reinava no ar dessa vida vivida a dois. Eu sinceramente não faço isso com os meus presentes. Mesmo que sejam águas fétidas e passadas, pois, não obstante, coisas perenes sempre servem para alguma outra coisa que não lembrar do ser amado que se foi e que nunca voltará, tem um ar de nostalgia barata, mas indispensável à vida que segue. Aliás, falando em 'nunca', podemos dizer que ele é meio escroto, porque é importante que saibamos isso de imediato. O nunca é bem sartrianamente impossível de se compreender, na medida em que ele é muito volátil. É, acho que eu nunca compreenderei o 'nunca', assim como não compreenderei o que faz as pessoas darem presentes incabivelmente perenes às outras. Parece até sacanagem. Parece mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, na conversa com minha amiga, concordamos que os presentes que são cabíveis e passíveis de serem dados são os perecíveis. Flores, bombons, agenda. Aliás, agenda não, porque, vai que você termina com a criatura no meio do ano? é mais meio ano de perenidade para o presente. Pois, ele sai do rol dos presentes perecíveis. Ah, outra coisa engraçada é que existem pessoas que adotam animais e se nomeiam os pais do respectivo bicho acolhido. Gente, não estão vendo que isso não vai dar certo? E quando se termina o relacionamento, ainda fica aquela briga de "pensão alimentícia", do tipo - é a sua vez de comprar a ração!!! ou então, - comprei uma coleira nova, metade você paga, tá?. Eu não acho isso certo. E como fica o bichinho depois nessa história, vendo seus 'pais' brigando mesmo depois de divorciados? Fica que é criado apenas pelo 'pai' e depois passa o fim de semana na casa da 'mãe', ou vice-versa. Que horror que fazem com os animais hoje em dia, não é? Um absurdo. Vou contactar a Sociedade Protetora dos Bichos Adotados por Casais de Namorados. Enfim, o intuito deste desabafo é, além de fugir um pouco da questão São João, abrir o debate acerca desse tipo de comportamento ultrapassado e estranho. Tudo evolui, a ciência, o transporte público. Nós não podemos parar no tempo. É, acho que vou realmente contactar a Sociedade de Proteção dos Animais Adotados por Namorados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7070284639319165524?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7070284639319165524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7070284639319165524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7070284639319165524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7070284639319165524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/06/presentes-pereciveis.html' title='Presentes Perecíveis.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4687456010004209234</id><published>2009-06-05T06:49:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T07:58:08.350-07:00</updated><title type='text'>E aí vem o São João!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É a melhor época e festa do ano, que as gentes do interior esperam ávidos e auspiciosos. Fui criada assim, em meio aos 'tracks', chuvinhas, vulcões e busca-pés que a meninada insistia em 'soltar' escondido dos mais cuidadosos pais e parentes. Aí, quando se via e ouvia, era aquele clarão e um estouro de estourar os tímpanos dos desavisados. Ai, como era bom ser menina naqueles velhos e idos tempos em que as festividades juninas eram isentas do comercialismo barato e ferrenho dos dias de hoje. Ir para a praça, toda enfeitada de barracas e bandeirolas, com os sanfoneiros, 'trianguleiros' (lê-se triangleiros, como diria meu amigo Cláudio) e zabumbeiros cantando &lt;em&gt;"Minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz&lt;/em&gt;..." era a diversão das cidadezinhas perdidas no oeste da minha 'Baêa'. Depois de vários anos morando na Bahia (entende-se Salvador, a capital desta), como diria meu tio Justino, muitos de nós não perderam esse intusiasmo de fazer os 'panos de bunda' e pegar um ônibus, cujo tempo gasto é de mais de 10 horas até a chegada nesse interior onde nasci, às margens do São Francisco. Ê, São Francisco véi! Palco de muitos 'São Joões' e também de muita presepada de minha infância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, quando eu fiz 13 anos, fui agraciada por minha tia para ir numa festa de São Pedro, que acontecia(e) em Oliveira dos Brejinhos, a pouco mais de 90 km de minha cidade, Ibotirama. Era fácil chegar lá, era só pegar um carro, dirigir por menos de 1h e pronto, estávamos nas Oliveira, toda enfeitada, cheia das bandeirolas, cada praça tocando uma banda diferente, com aquelas pessoas de vários lugares da região. Era um mundo novo que eu descobria. Fomos pois alugamos uma casa, iríamos ficar até o último momento de festa. E foi bom, ah, como foi bom. Nos anos seguintes a mesma coisa se repetia, era como um ritual ir pras Oliveira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu só vim descobrir o São João adolescente aos 14 anos. Começamos a freqüentar Boquira, pois meu tio se mudara para lá na época. Desde então, nunca mais deixei de ir. É sempre o mesmo, sempre a mesma coisa de sempre, mas, o bom é que os forrós improvisados, os sanfoneiros e zabumbeiros não somem nunca de lá. Acho que é por isso que eu gosto: o gosto da cidade é bom, o cheirinho de chuvinhas, das bombas de mil, as crianças correndo pelo 'redondo' da praça principal; o boteco de Tchoulinha, Budago, Cambão e Sil, onde a gente pára para tomar várias 'canela de pedreiro'; a festa do 'ninguém sara mais' em Lula, com uma atração que ninguém sabe de onde veio e pra onde vai, mas que, não tem importância, porque é animado do mesmo jeito; o 'pinga-pinga' que Pró Paula organiza, onde a gente sai na rua com o sanfoneiro tocando e visita um monte de casas de vários fulanos de tal, que fazem bode assado desfiado e deixam uns vários potes de licor à disposição dos participantes; o forró do tutano, que a gente compra uma camisa e tem churrasco de grátis; outros forrós lá, de outras galeras, que a gente invade também em algumas ocasiões, apesar das rixas entre os grupos, então não dá pra ser assim tão displiscente. Ê, é a Boquira véa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'Apois' então, e aí vem novamente - graças a Deus! - o São João. Esse ano, não muito diferente dos outros, Boquira estará presente mais uma vez na minha vida. Depois dela, as Oliveira, para o São Pedro fechar com chave de ouro as minhas férias. Novidades novas? Sim, esse ano meus amigos farão parte deles comigo. E, com certeza, neste último São João da minha vida estudantil, quiçá até último por algum tempo depois, a 'jiripoca vai piar' com a gente cambaleando pelos ladrilhos da cidade a cantar &lt;em&gt;"... vem cá cintura fina, cintura de pilão, cintura de menina, vem cá meu coração..."&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4687456010004209234?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4687456010004209234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4687456010004209234' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4687456010004209234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4687456010004209234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/06/e-ai-vem-o-sao-joao.html' title='E aí vem o São João!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-2699626970632570359</id><published>2009-05-22T11:58:00.000-07:00</published><updated>2009-12-20T05:28:46.136-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Eternal Sunshine of Spotless Mind.</title><content type='html'>"Eu sinto saudades. Desde aquele dia que eu não quis mais... .&lt;br /&gt;Desculpa, eu ainda te amo. E tanto.&lt;br /&gt;E eu precisava dizer isso para alguma coisa,&lt;br /&gt;antes que essa coisa me faça entrar em parafuso,&lt;br /&gt;porca, buraco, teia&lt;br /&gt;e tudo mais que é labirinto dentro das veias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;656.352.487.983. abscesso cardíaco II.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-2699626970632570359?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/2699626970632570359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=2699626970632570359' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2699626970632570359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2699626970632570359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/05/eternal-sunshine-of-spotless-mind.html' title='Eternal Sunshine of Spotless Mind.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7144496505649546421</id><published>2009-05-12T16:10:00.000-07:00</published><updated>2009-12-20T05:29:31.021-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>E eu, o que eu faço com esses números?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Outro dia, minha grande amiga Marta presenteou-me com um desses links de sites sobre números e signos e várias outras utilidades e entretenimento ilimitados, para que pessoas como eu, cheias de curiosidades esotéricas, tenham um prazer nostálgico de averiguar um futuro que nunca virá. Relutei um pouco a clicar naquela grande frase azul cheias de pontos e letras com números infindos, mas, após um ocioso tempo de memórias antigas, instiguei-me a ir com o mouse por cima do link que brilhava na pequena tela daquele instantâneo programa de mensagens online. Quando a página se abriu, 5 opções eram oferecidas ao visitante, para que ele se esbaldasse em descobrir a sua espiritualidade, a sua personalidade, quantas vidas teve em tempos remotos, o que veio fazer e aprender nesta tenra e limitada vida, enfim, milhares de possibilidades à altura das 3 respostas mais intrigantes do universo. E quem diria, logo ali num site cujo link foi colado numa janela de MSN. Bem, a proposta inicial era descobrir a "numerologia de relacionamentos": era só escrever seu nome completo, e sem acentos, muito importante, no primeiro campo, o da pessoa amada ou pretendente ou qualquer coisa deste tipo, o seu e-mail, para que o site encha a sua caixa de entrada e lixeira de vários anúncios, além da cidade, campo este onde pairou minha dúvida. Era para preencher com a cidade onde eu nasci, ou com a da outra pessoa, ou onde se reside atualmente, ou aquela que você nunca esquecerá após um lindo passeio de turista? A resposta foi fácil: Quem souber morre. Bem, fui adiante, preenchi com a cidade onde resido, não me importando com o resultado final da coisa. Nem testei outras possibilidades, pois fiquei com medo de que outros resultados menos auspiciosos aparecessem na tela dos meus olhos. Bobagem, né, para quem não crê mais nesse futuro que pretendi horas antes de clicar o botão 'continua' e finalmente ler o meu destino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, a página apareceu. Li atenciosamente. E vamos aos fatos, por favor. O resultado foi o mesmo para o número de alma de ambos os seres humanos envolvidos. Segundo o site, "Seu número de alma é: 5. Adora mudanças, aventuras, viagens e tem interesse pelo novo. Possui um magnetismo cheio de encantos. Ama a liberdade. Tem raciocínio rápido e senso de curiosidade. Inquieto, emotivo, gosta de correr riscos. Detesta rotinas". Então, o site conclui perspicazmente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"SUAS ALMAS SÃO: &lt;strong&gt;ALMAS SIMILARES&lt;/strong&gt;, quando possuem a mesma vibração numérica. Haverá uma atração que impelirá um para o outro e o laço se fortalecerá. No amor haverá uma fusão de energia, tanto material quanto espiritual. Você sentirá a pessoa mesmo de olhos fechados. Aproveite o momento: é mágico e sublime".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- nossa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7144496505649546421?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7144496505649546421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7144496505649546421' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7144496505649546421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7144496505649546421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/05/e-eu-o-que-eu-faco-com-esses-numeros.html' title='E eu, o que eu faço com esses números?'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4192009140784882669</id><published>2009-05-07T18:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T18:27:45.337-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Particípio.</title><content type='html'>Quero um leste sem destino em forma de púrpuro pêlo planando no ar.&lt;br /&gt;Quero-me avião no ar.&lt;br /&gt;Quero um, dois, mil rivais em forma de sol para aprumar corrida em medo explícito.&lt;br /&gt;Quero-me rosa cálida, portanto.&lt;br /&gt;Quero triste quem nunca amou, quem feriu e quem profere sempre as imperfeitas e viciadas desculpas por não saber acertar.&lt;br /&gt;Quero-me triste, por conseguinte.&lt;br /&gt;Quero um lamento pungente, trôpego, gritado e que estoure os tímpanos dos que não sabem chorar.&lt;br /&gt;Quero-me a gritar, então.&lt;br /&gt;Quero-me rosa, pêlo, em medo, em terra, em vôo imperfeito; chorando e tristemente gritando todo o pungente coração que trago, atraso e me aconchego dia após dia.&lt;br /&gt;Quero escrever-te e hoje falar-te.&lt;br /&gt;Quero-me celularmente capaz, se for.&lt;br /&gt;Quero coragem em bicho solto pudicamente inconstante e liberto.&lt;br /&gt;Quero-me virgem, no entanto.&lt;br /&gt;Quero-me a querer-te. Por só assim ser. Pois só assim sei ser sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Vou mostrando como sou &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e vou sendo como posso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;jogando meu corpo no mundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;andando por todos os cantos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e pela lei natural dos encontros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eu deixo e recebo um tanto e passo aos olhos nus &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou vestidos de lunetas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;passado, presente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;participo sendo o mistério do planeta..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mistério do Planeta - Novos Baianos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4192009140784882669?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4192009140784882669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4192009140784882669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4192009140784882669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4192009140784882669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/05/participio.html' title='Particípio.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-8271443900134999869</id><published>2009-05-05T18:44:00.000-07:00</published><updated>2009-12-20T05:30:00.181-08:00</updated><title type='text'>Partida da chegada inesperada</title><content type='html'>Um vento sopra&lt;br /&gt;e um uivo entra em casa.&lt;br /&gt;- Sou eu, amor. Chego-me para&lt;br /&gt;não ter-te.&lt;br /&gt;Estava a partir naquela tarde:&lt;br /&gt;parti-me no mesmo instante.&lt;br /&gt;Por que disseste, ó vento?&lt;br /&gt;Quem chegara é um passado já&lt;br /&gt;esquecido por mim.&lt;br /&gt;Lamúrias muitas e solidão encantada!&lt;br /&gt;É lindo ficar exposto.&lt;br /&gt;É lindo estar um ante-ser e pensar&lt;br /&gt;o lindo mar de rosas que destruí,&lt;br /&gt;por estar fétido de rancor e lamento.&lt;br /&gt;Nunca mais usarei próclises.&lt;br /&gt;Tudo agora é sempre depois&lt;br /&gt;na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;.495.861.207. abscesso cardíaco .&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8271443900134999869?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8271443900134999869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8271443900134999869' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8271443900134999869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8271443900134999869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/05/partida-da-chegada-inesperada.html' title='Partida da chegada inesperada'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-2814451847688282078</id><published>2009-04-28T13:47:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T14:14:07.904-07:00</updated><title type='text'>O tempo e a imperfeição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Eu acho que perdi a alegria de escrever. Venho aqui às vezes, me debruço no passado de palavras vãs e saio como se a casa não fosse minha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por que o peito tão fechado assim, minha querida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Porque não foi o que deveria ter sido. E quando eu me encolhi, soube que asas eu poderia ter.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso não é motivo para tanta tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso é motivo para uma grande desalegria que perdurará por algum tempo. E, enquanto ela estiver comigo, haverá um céu cinza, algumas gotas de chuva e lágrimas, um pensamento a vagar distante e uma vontade de ter escolhido preto, ao invés de branco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, aquela velha história do branco. Há um cansaço em pensar que errou sempre, não acha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim, há. E há também orações para me salvar deste suplício. A invalidez é algo desprezível que eu não quero deter-me.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E quanto ao futuro? Com que olhos verá o passado tão presente daqui a alguns meses?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não quero vê-lo. Quanto maior a distância dos metros, grande será a distância do tempo. E isso é o que cura, a divindade propagadora do que é cicatriz em peito dantes aberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já se perguntou se não estás a errar novamente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim. E não sei responder-me. Aliás, eu gostaria de ter algumas respostas, mas eu nunca as sei antes de efetuar os atos. Depois, fico assim, sentindo-me a grande concretização do erro e da imperfeição. Mas agora tudo acabou. Todo o fervor, o entusiasmo, a paixão estampada. E o que sobra é esse fel de coisa dantes doce e simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Fala-me como uma velha autoritária e inexorável. Menina, você não tem mais que 12 anos de consciênciado mundo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É verdade. Acho que, por isso, veio-me todas essas lamúrias e mar de solidão. É muito difícil esquecer alguém. E mais difícil ainda saber que foi tudo em vão esse esquecimento, pois poderia o sentimento ter nascido e vivido tudo que ele sempre quis ser: carne.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-2814451847688282078?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/2814451847688282078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=2814451847688282078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2814451847688282078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2814451847688282078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/04/o-tempo-e-imperfeicao.html' title='O tempo e a imperfeição'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5986711583256773768</id><published>2009-03-16T13:37:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T14:18:15.371-07:00</updated><title type='text'>O pendulo lunar II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha janela da alma indiscreta pairava sob a imensidão daquele satélite tão naturalmente lindo e agora algoz da nossa finda existência. Naquela noite, a passear pela rua da ponte, conheci Charlie Chaplin. Ele estava a empurrar sua bicicleta pelos ladrilhos negros daquele bairro, bairro este em que lugar nenhum do mundo haverá de recordar e ter na mente, pois os 3 loiros que se salvaram do apocalíptico 33 de verdano, certamente não acharam um próximo chão para aconchegar os pés polidos e espoliados pela gravidade, pior para pensar em alguma coisa deixada naquela esfera gigantemente vermelha de magma e sangue. Minutos depois de uma quase conversa embaraçada pela timidez, trajado com os cadarços soltos em uma bota a cobrir seus tornozelos, todo de preto e branco, com pele e pano a se entrenharem um no outro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntei-lhe as horas e ele, a tirar seu relógio prateado de bolso, com um tique nervoso e notório que os olhos deixavam escapolir pelas suas pálpebras tão cheia de cílios incomodados, foi respondendo - 1/4 de hora para às ... , quando, um estrondo surgiu no meio do ar sombrio daqueles tempos. A terra inteira tremia sob nossos pés, num terremoto rasgante de sua carne. A lua pendurou-se no sol através de um fio de força forte, como se se agarrasse a ele pela mão, assumindo seu movimento pendular através das barreiras planetárias da galáxia que Charles Chaplin tanto insistiu em ironizar. Nesse momento, a lua conseguiu cortar a nossa iniciante conversa, a ponte, a terra inteira ao meio, numa fúria de destruição vã e desordenada. A terra expôs sua carne quente, sua lava escondida, desabando no meio do resto do mundo em pedaços esgarçados pela navalha do fio que prendeu sua amiga-irmã. Perguntei-me se era uma tentativa desesperada para fugir daquela prisão infinda. Charles Chaplin, ao ouvir o questionamento, fez-me cara de um terror agonizado, passando pela ironia trágica de algum outro tempo de um cinema sem vozes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha alma caiu no magma. Sucumbi no sonho como um papel a sofrer calefação com o calor de alguma coisa mais forte que o fogo. A sensação de morte foi a de um alívio imediato. Como se a paz reinasse e fizesse a mente esquecer qualquer maldade do mundo e do que restou dele no vazio escuro. Algumas partes ainda clareavam aquele adro infinito, as vi enquanto subia para algum reino azul de luzes coloridas. A lua ainda estava lá, naquele insistente pêndulo em que ela fazia questão de se tornar. De repente, uma nave. Incrível como já previam a morte da terra por um ser desgovernado e tão próximos de nós. Cheguei para perto daquele rasante voador em velocidade incrível para pensar nos destinados a não deixar que morramos assim tão cruelmente. A criança loira consegue me ver através da janela de vidro límpido. Fixadamente choram consigo mãe e pai. Em algum lugar desse reino encantado, mesmo que em verdano ou sutarpo, não importa o mês, outra lua fará com algum planeta desordenado o mesmo rasgo de luz produzido outrora. Espero ver, em outro tempo e nave, Chaplin a navegar pelo espaço infinito atrás de um outro chão de semente de ar e água para continuar mudo nas telas de algum anteparo encantado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5986711583256773768?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5986711583256773768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5986711583256773768' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5986711583256773768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5986711583256773768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/03/o-pendulo-lunar-ii.html' title='O pendulo lunar II'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-746889988233431321</id><published>2009-03-05T11:58:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T13:25:38.650-08:00</updated><title type='text'>O pêndulo lunar I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lá estava eu numa noite de quarta-feira, num ano qualquer e lugar comum. Estávamos brincando na areia de algum mangue perdido no interior do país, com aqueles mesmos rastros de artrópodes medrosos e conchas esbranquiçadas a cortar a planta dos pés dos enbriagados. Não me lembro muito dessa parte da conversa, mas sei que a felicidade tomava conta dos dedos e vozes. Ela tinha um tom meio sombrio naquela noite, eu não me lembro bem, mas era meio que uma despedida do lugar terreno, do estar em paz e indiferente aos problemas concretos do mundo. Ali, naquela areia branca, senti um frio na barriga, já meio acordado, meio sonolento, meio que ainda sonhando e dormindo os rostos felizes e amorosos daquela noite. Os dias passaram assim, na noite interminável, de uma semana interminável e de uma aurora cálida prateada que o céu iria sugar dias mais adiantes. Naquele ano, a lua estava tão próxima das nossas cabeças, que pensávamos em não tocá-la para não desordenar tanto a entropia e evolução do universo. Pensávamos que éramos nós a estarmos tão perto da lua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos dias seguintes, andar pela rua era como desfilar numa passarela sem cor de anil. O mundo parecia um mataborrão inexorável, tirando o brilho de todo o viver daquela época. A noite era ainda mais incrível, cada vez mais a lua vingava seu clarão para muito próximo da minha janela de desejos e luzes da cidade. Achei que era dádiva. Achei, apenas, não me questionando o porquê das auras grãs pairantes no céu a procuravam tão veementemente. Ali começava o meu sonho. Ali, o pêndulo se fortificava ainda mais para tomar do sol o posto de futura gigante vermelha daquela galáxia incompreendida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-746889988233431321?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/746889988233431321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=746889988233431321' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/746889988233431321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/746889988233431321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/03/o-pendulo-lunar.html' title='O pêndulo lunar I'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-1378727265703830129</id><published>2009-02-22T20:15:00.001-08:00</published><updated>2009-02-22T20:34:23.149-08:00</updated><title type='text'>Outros tempos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Folia certamente é um espaço virtual e gigantemente distante do meu mundo agora. Virá impávido, será cálido e inválido toda essa virtude de querer uma alcatéia de palavras vãs. Eu quero agora é estar, ser um não-dito, um palavrão aflito vagando pelo céu da boca de um vaga-lume. A ira realmente é a piedade que os homens tem de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vagando na escuridão deserta de uma noite cheia de estrelas distantes, vi a penumbra de uma alma fria a vagar na imensidão. Pelos gestos, um homem; pela divindade da pele negra, um pecador hilário e condescendente com o mistério do planeta. Salvar o mundo é tudo um ilusório afã gratuitamente frígido. Um deus quer é ser visto. Eu, propositadamente, quero o espaço morto e infinito, acima das cabeças pensantes que acham que o mundo é simplesmente um instante de anos e acontecimentos findos. Peço por crer numa via-láctea, cheia de mornos e róseos lactobacilos energizantes e vivos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tinha um árduo desejo de chupar resina. Aquela mesma colhida nos pés de alguma árvore cinza e feia, como minha infância infantil pintara nos moldes do pensamento longínquo. Eu estava ali, a chupar resinas, cheias de um mel esquisito, que não era doce e nem amargo, era um meio termo de açúcar inexplicável e implacavelmente gostoso. O mundo, naquele dia, fez-se perigoso e azedo. Eu fui catar resinas. Não sabia se era perigoso perder-se em pés cinzas, cujos caules caíam sobre nossas cabeças em formas geometricamente imensuráveis. Na casa da "bisa", os baldes eram doces. Mais calmos ainda que no começo da jornada. E aquilo tudo que colhíamos era, simplesmente, simples, sem muito a oferecer, com o gosto mais da boca que chupava, do que propriamente o objeto colhido e docemente inofensivo. Minha boca era doce. Era tanto quanto eu chupava os geométricos disformes e açucarados caules em minhas mãos sujas de barro e sonho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca mais o vira em tantos anos após beijos e lençóis encobrindo as carícias infantis de suas mãos. Ele, meu primo. Meu primo de carne, osso e tentação. Ele era lindo em sua beleza mais distante que de quaisquer outros olhos acostumados com muitas coisas. Eu o beijava facilmente. E tinha por ele mais que outro sentimento de angústia e desespero. As férias eram curtas e, pelo nosso pesar infame, estávamos fadados ao desalento. Nunca mais o vira. Uma pena, pois era sempre bom o estar e o desamor de lençóis encobrindo um leito por onde a inocência era realmente o gosto bom daquelas tardes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-1378727265703830129?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/1378727265703830129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=1378727265703830129' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1378727265703830129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/1378727265703830129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/02/we-are-carnaval-os-contos-de-outros.html' title='Outros tempos.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-8897365976744954363</id><published>2009-02-03T18:19:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T18:29:10.795-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono de verão'/><title type='text'>Yemanjá ice</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ah, o verão!, como diria meu irmão. Ice é só o oposto do calorão que fez nas ruelas e becos perdidos do red river, bairro mais charmoso de Salvador, como eu diria sempre à minha amiga Raquel. No dia de Yemanjá, ele fica mais cheio de graça e gente. Os bons amigos sempre aparecem, tomam todas e varam a noite como chibungos por seus bares intermináveis e um Mercado do Peixe que não dorme. Esse dia será inesquecível no imaginário da GAlCa. - Desculpem, por obséquio, a intimidade deste relato, com suas siglas perfeitas e abençoadas pela rainha das águas salgadas... é que o dia e noite foram tão bonitos e charmosos e gigantes, que nunca mais beijos doces e demorados serão tão formosos quanto foram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Odoiá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8897365976744954363?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8897365976744954363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8897365976744954363' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8897365976744954363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8897365976744954363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/02/yemanja-ice.html' title='Yemanjá ice'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7250411317300404268</id><published>2009-01-26T10:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T11:13:35.864-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o outono de verão'/><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Me bateu de repente um cansaço. É uma sensação de que não há nada para se procurar ou achar nessa vastidão de caos e coisa comum. Eu nunca mereci achar nada, quer dizer, sempre acho o achível, o tão logo às vistas. E ainda me surpreendo. Não deveria, é certo, mas a esperança há sempre de ter um lugar nesse meu mundo instantâneo. É como um pacotinho de gelatina de morango, que precisa de água morna e fria para se fazer instantaneamente um gel rosado. E que pelo calor, vira líquido. Meio torto isso, é muita mudança para que o clima seja um simples modo de se variar as coisas. Pior disso tudo é que não dá para não ser assim, achista de coisa alguma, um saber dourado sobre as coisas e caos do mundo. Para tudo se tem uma idéia, para nada se tem um pensamento calado e os olhos distantes em algum canto da sala. Desisti de procurar ou achar algo. É cansaço mesmo, Álvaro Ricardo Alberto Fernando. É um cansaço dorido de cór e salteado que a língua traduz em cãimbras e silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, não é cansaço...&lt;br /&gt;É uma quantidade de desilusão&lt;br /&gt;Que se me entranha na espécie de pensar,&lt;br /&gt;E um domingo às avessas&lt;br /&gt;Do sentimento,&lt;br /&gt;Um feriado passado no abismo...&lt;br /&gt;Não, cansaço não é...&lt;br /&gt;É eu estar existindo&lt;br /&gt;E também o mundo,&lt;br /&gt;Com tudo aquilo que contém,&lt;br /&gt;Como tudo aquilo que nele se desdobra&lt;br /&gt;E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Cansaço por quê?&lt;br /&gt;É uma sensação abstrata&lt;br /&gt;Da vida concreta —&lt;br /&gt;Qualquer coisa como um grito&lt;br /&gt;Por dar,&lt;br /&gt;Qualquer coisa como uma angústia&lt;br /&gt;Por sofrer,&lt;br /&gt;Ou por sofrer completamente,&lt;br /&gt;Ou por sofrer como...&lt;br /&gt;Sim, ou por sofrer como...&lt;br /&gt;Isso mesmo, como...&lt;br /&gt;Como quê?...&lt;br /&gt;Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.&lt;br /&gt;(Ai, cegos que cantam na rua,&lt;br /&gt;Que formidável realejo&lt;br /&gt;Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque oiço, vejo. Confesso: é cansaço!... "&lt;br /&gt;(Álvaro de Campos)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7250411317300404268?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7250411317300404268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7250411317300404268' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7250411317300404268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7250411317300404268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/01/me-bateu-de-repente-um-cansao.html' title='Cansaço'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-2934701688052790122</id><published>2009-01-04T10:12:00.000-08:00</published><updated>2009-01-04T10:53:57.539-08:00</updated><title type='text'>Pitoresco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pitoresco. Essa é a palavra para o meu início de ano ímpar. Foi um momento de estar com a família, tudo muito lindo e certo e tudo mais, fechando com chave de ouro o ano num show de arrocha, com uma banda engraçada, composta por três dançarinas, uma loira, duas morenas, todas com um shortinho malhação e tops coloridos, um cantor muito figura, que estava a cantar e bailar com uma das dançarinas no momento da música "não vale mais chorar por ele..". E isso tudo em pleno interior da Bahia, num clube metido num pé-de-serra, cheio de pessoas vestidas numa chiqueza que saltava às vistas. Eu nunca me vesti muito assim chique depois de ter conhecido os reveillóns praianos do litoral norte e salvador. De fato, usar uma havaiana cheia de bordados de pedrinhas é bem mais interessante do que estar num salto 15 ou scarpan com o tornozelo todo dolorido. Bem, após essa virada com a família, churrasco e um monte de cerveja, nesse clube amanhecemos o dia. Vi o sol raiando assim meio tímido em meio às nuvens cúmulo-nimbo, mas que davam um tom especial para a primeira manhã de 2009. Saímos ao som de "abre, abre, abre, abre, abre... ô, ô, ô...", e com o cantor se despedindo, clamando a presença do público em outra festa de um outro dia que viria ocorrer. E com mais arrocha, óbvio. O nome da presença: Edimilson Batista, outra figura ilustríssima, com um visual que só vendo mesmo. Indescritível. Uma coisa de outro mundo. E com aquela voz fanhosa de sempre dos cantores de arrocha. No dia que raiou bonito na primeira manhã desse ano ímpar, uma festa na praça local. Uma coisa especial nesse dia ocorreu: pela primeira vez, nesse primeiro dia ímpar, do ano também ímpar, percebi que novos ares e energias impermearão esse novo ano que começara. Senti um medo gostoso, de um sabor meio amargo-doce. E foi tão bom tê-lo, pois foi a certeza de que 2009 será o melhor ano dessa primeira década do século 21, então vivida com alguma pouca certa lucidez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-2934701688052790122?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/2934701688052790122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=2934701688052790122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2934701688052790122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2934701688052790122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2009/01/pitoresco.html' title='Pitoresco'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4747477128044000685</id><published>2008-12-09T15:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T16:11:57.408-08:00</updated><title type='text'>Vazio.</title><content type='html'>Porque o cavalo matou o bandido e levou o dinheiro para Bin Laden&lt;br /&gt;no deserto do cariri lá em feira de santana.&lt;br /&gt;A sorte é que eu sou amiga da égua.&lt;br /&gt;Pra não dizer que o féla da puta do senhor da casa amarela&lt;br /&gt;deu uma catarrada na vaca que não está em cima da serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quanta tolice nesse meu mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4747477128044000685?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4747477128044000685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4747477128044000685' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4747477128044000685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4747477128044000685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/12/vazio.html' title='Vazio.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-1080559306800141606</id><published>2008-11-23T09:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T09:12:03.293-08:00</updated><title type='text'>Palavras...</title><content type='html'>Junto.&lt;br /&gt;Certo.&lt;br /&gt;Medo.&lt;br /&gt;Mãos.&lt;br /&gt;Flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina.&lt;br /&gt;Rio.&lt;br /&gt;Fruta.&lt;br /&gt;Mar.&lt;br /&gt;Sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos.&lt;br /&gt;Brejo.&lt;br /&gt;Vulcão.&lt;br /&gt;Mundo.&lt;br /&gt;Vela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pato.&lt;br /&gt;Frio.&lt;br /&gt;Sol.&lt;br /&gt;Árvore.&lt;br /&gt;Pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo.&lt;br /&gt;Infinito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-1080559306800141606?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/1080559306800141606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=1080559306800141606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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Um dia só fico descalço,&lt;br /&gt;ponho minhas patacas de 7 nós e tomo aquele banho de rio doce na veia.&lt;br /&gt;Na verdade, eu queria mesmo era ter de volta os meus 16 anos.&lt;br /&gt;Queria o tempo que passou nessa cabeça que estou vivo.&lt;br /&gt;Agora eu tenho um mouse e um teclado fosco,&lt;br /&gt;perdidos dentro da minha caneta de marfim.&lt;br /&gt;Vida não é isso. Esperei um tanto achá-la em algum rabisco&lt;br /&gt;que agora eu não sei me perder em tantos rascunhos.&lt;br /&gt;Queria me perder. Pôr meus chinelos de amálgama,&lt;br /&gt;dar um pulo da última pedra do riacho largo que imagino agora.&lt;br /&gt;Meus chinelos. São ríspidos hoje, mas queria-os todo branco.&lt;br /&gt;Meus 16 anos não voltarão mais. Nem minha cabeça que estou vivo hoje.&lt;br /&gt;Espero encontrar os meus chinelos em algum leito de rio doce,&lt;br /&gt;onde estarei daqui pra mais adiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-6239924646546881442?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/6239924646546881442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=6239924646546881442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6239924646546881442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6239924646546881442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/11/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-8618607140469781862</id><published>2008-11-12T08:52:00.001-08:00</published><updated>2008-11-12T09:22:35.205-08:00</updated><title type='text'>Presente pra Ana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É pequenininho, bem miudinho mesmo. Um monte de ós, és e til misturados em um bando de consoantes separadas por espaços e parágrafos. É um texto, ou pelo menos quer sê-lo. É uma autoexplicação sem licença. Nada de mais, só para dar-te embrulhadinho num envelope virtual de email, por ser 'inorkutável'. É pra dizer alguma coisa que nem ele mesmo sabe o quê. Quer dizer, mesmo gaguejado, ele pretende começar uma hora. Ou uma hora de um dia qualquer. É pequeno, já disse, mas quer ser dado, ser dardo, mesmo com inveja da flecha. É uma tentativa de levar-te bons fluidos, bons ares, bons cheiros e tilintares ao ouvido; é um mix de sorvete da cubana com a batata frita feita na manteiga da minha avó: bem baiano mesmo; é um sorriso virtual, pra você ler nesse texto como se fosse a tela do filme matrix; é um abraço forte, apertado, sincero e bem-vindo, providencial nos dias de saudade; é aquela conversa sobre o cd novo de zeca baleiro, sobre o livro de putaria de joão ubaldo, uma viagem fubenga de reveillón, os perrengues do carnaval e o 'buraco' na casa dos outros. Ele quer ser o riso bobo de besteiras proferidas enquanto silvinha serve aquela antarctica gelada de dois reais. Ele quer ser aquela empolgação que leva a gente pra um monte de lugares diferentes, em bairros diferentes, à procura de movimento, badalação e cerveja gelada, nas noites de fim-de-semana. Ele também é pra dizer que saudade é aquilo que fica daquilo que não ficou. E deixou aqui um tanto, levou um pouco, troca-se virtualmente a cada dia algum outro tanto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse é meu presente para Ana. Pode até ser que algum dinheiro do mundo e tortura pudessem comprar e arrancar mais bonito, com a escritura manunscrita de algum saramago. Mas, o que importa pra ele é a vontade dele de ser tudo isso que ele te deseja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Aniversário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8618607140469781862?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8618607140469781862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8618607140469781862' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8618607140469781862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8618607140469781862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/11/presente-pra-ana.html' title='Presente pra Ana'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4928216369742257236</id><published>2008-11-06T14:27:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T14:50:08.141-08:00</updated><title type='text'>...em paz eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante...</title><content type='html'>Eu preciso desabafar de alguma forma. Na verdade, eu queria muito te dizer isso tudo ao invés de escrever em um lugar vazio como este, num email que eu mandarei para mim mesma, pelo medo de fazer alguém do mundo sofrer com tudo isso que eu sinto. Certo dia, ao caminhar pelas largas ruas e curtas calçadas de salvador, percebi o quanto te quero muito. Não sei, pensar em você me trouxe uma paz incontrolável, dessas que a gente gostaria de viver e morrer por muito tempo. Pensei em como estaríamos bem juntos, em como começaríamos a namorar, no primeiro beijo, se louco ou apaixonado, ou amoroso e lento, com as bocas entrelaçadas consumidas em diversos átimos de desejo, ou se comidas pela língua lânguida e apressada. Eu pensei em tudo... pensei em você, na sua pele morena, nos seus olhos loucos de amor, no seu jeito de me olhar, que mesmo sem amor ou sem loucura, eu adoro um tanto e quanto. Eu pensei em como seria bom morar com você, em acordar contigo todos os dias e ouvir e dizer "eu te amo" pra tomar aquele banho gelado nos dias de verão. Eu fiquei pensando na possibilidade de te fazer feliz. Não pensei em mim como a pessoa mais certa pra te fazer feliz, mas como uma pessoa com a vontade mais imensa de ver em você a felicidade concretizada em atos, beijos e amor. É loucura isso, mas eu vejo a gente fazendo amor, os nossos corpos suados, loucos, fazendo aquelas coisas mais malucas de se jogar alguém na parede, de se prender em carinhos e beijar loucamente os corpos desejados e suficientes para cada um. Eu pensei em ligar pra você! Ah, como eu pensei e penso! a vontade é tanta que eu não fiz. Porque eu sabia que faria você sofrer um tanto, mais que antes e que agora. Pior é que eu estou desesperadamente apaixonada, desesperadamente por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(bateu aquela vontade de não escrever nada mais...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de junho de 2008. Ouvindo Alanis Morissette, Thank U.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"How 'bout me not blaming you for everything?&lt;br /&gt;How 'bout me enjoying in a moment for once?&lt;br /&gt;How 'bout how good it feels to finally forgive you?&lt;br /&gt;How 'bout grieving it all one at a time?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;How 'bout no longer being masochistic?&lt;br /&gt;How 'bout remembering your divinity?&lt;br /&gt;How 'bout unabashedly bawling your eyes out?&lt;br /&gt;How 'bout not equating death with stopping?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thank you, India, Thank you, providence&lt;br /&gt;Thank you, disillusionment&lt;br /&gt;Thank you, nothingness, Thank you, clarity&lt;br /&gt;Thank you, thank you, silence".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4928216369742257236?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4928216369742257236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4928216369742257236' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4928216369742257236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4928216369742257236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/11/em-paz-eu-digo-que-eu-sou-o-antigo-do.html' title='...em paz eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7656444045628147717</id><published>2008-09-17T08:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T09:39:29.857-07:00</updated><title type='text'>EU.</title><content type='html'>Eu queria saber voar.&lt;br /&gt;Eu queria ter o poder de conquistar quem eu quisesse.&lt;br /&gt;Eu queria ser amada por quem amo.&lt;br /&gt;Eu queria não ter sofrido nunca. Na verdade, eu queria que ninguém sofresse.&lt;br /&gt;Eu queria que toda dor passasse depois de um suspiro.&lt;br /&gt;Eu queria nunca ter ressaca.&lt;br /&gt;Eu queria que o domingo não fosse tão entediante.&lt;br /&gt;Eu queria nunca ter me suicidado.&lt;br /&gt;Eu queria ter um carro.&lt;br /&gt;Eu queria ser fotógrafa, viajar pelo universo das cores e países.&lt;br /&gt;Eu queria pintar com acrílico um belo quadro.&lt;br /&gt;Eu queria ter um belo bumbum, com um belo quadril largo.&lt;br /&gt;Eu queria ter o melhor beijo do mundo.&lt;br /&gt;Eu queria ter mãos bonitas.&lt;br /&gt;Eu queria saber jogar xadrez.&lt;br /&gt;Eu queria não gostar tanto de cerveja.&lt;br /&gt;Eu queria conhecer Montevidéu.&lt;br /&gt;Eu queria ter uma banda.&lt;br /&gt;Eu queria saber tocar saxofone.&lt;br /&gt;Eu queria estudar física quântica.&lt;br /&gt;Eu queria ter barriga de tanquinho e uma cintura de pilão.&lt;br /&gt;Eu queria ser inteligente.&lt;br /&gt;Eu queria estudar mais.&lt;br /&gt;Eu queria conhecer o Machu Picchu.&lt;br /&gt;Eu queria andar de avião.&lt;br /&gt;Eu queria me casar.&lt;br /&gt;Eu queria ter dois filhos da minha idade.&lt;br /&gt;Eu queria ter cabelos lisos e pretos.&lt;br /&gt;Eu queria saber krav magá.&lt;br /&gt;Eu queria ser inteligente.&lt;br /&gt;Eu queria pular de bung jump, saltar de pára-quedas e para-pente.&lt;br /&gt;Eu queria não ter tantos cravos.&lt;br /&gt;Eu queria ter ido ao show de Janis Joplin.&lt;br /&gt;Eu queria ler mais livros.&lt;br /&gt;Eu queria saber francês.&lt;br /&gt;Eu queria ser sensata.&lt;br /&gt;Eu queria comer churrasco todo fim de semana.&lt;br /&gt;Eu queria ter uma loja de instrumentos musicais.&lt;br /&gt;Eu queria fazer cerveja caseira.&lt;br /&gt;Eu queria ser interessante.&lt;br /&gt;Eu queria conhecer Chico Buarque.&lt;br /&gt;Eu queria fazer uma música bem bonita.&lt;br /&gt;Eu queria dizer coisas úteis.&lt;br /&gt;Eu queria ser inteligente.&lt;br /&gt;Eu queria ser charmosa.&lt;br /&gt;Eu queria ser menos sensível.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre as coisas mais lindas que eu conheci&lt;br /&gt;Só reconheci suas cores belas quando eu te vi&lt;br /&gt;Entre as coisas bem-vindas que já recebi&lt;br /&gt;Eu reconheci minhas cores nela e então eu me vi..."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(As coisas tão mais lindas - Nando Reis).&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7656444045628147717?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7656444045628147717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7656444045628147717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7656444045628147717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7656444045628147717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/09/eu.html' title='EU.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4314093461502040946</id><published>2008-08-16T10:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T11:40:06.029-07:00</updated><title type='text'>Um brinde!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É engraçado como às vezes a gente se apega a umas coisas engraçadas. Outro dia, entre as idas e vindas pelas noites e tardes de Salvador, conheci algumas pessoas. Claro, uma ou outra, a depender do seu estado de espírito e do estado de espírito alheio, uma química falante acontece. Mas, geralmente, quando percebo uma impressão diagnóstica de holocausto à vista, profiro a sutil pergunta ininteligível - qual é o teu signo??? (pausa longa). A resposta, claro, é coincidentemente a mesma: - leão; ou, - gêmeos; ou, - capricórnio. Depois de alguns goles de cerveja e falas desconexas, reflito sobre a pergunta idioticamente abrupta: um gosto amargo de crença pobre terceiro-mundista abate meus olhos já em ptose palpebral. A resposta poderia ser qualquer uma das outras 9 possibilidades do zodíaco, assim como a pergunta do meu ser idiossincrático poderia ter sido outras mil quaisquer. Na realidade, pareço um profeta zodiacal fazendo um banco de dados para um projeto de pesquisa com bolsa no cnpq. É duro perceber isso, porque me prendo a uma realidade que desconheço e nem acredito tanto quanto é a sinceridade da pergunta. Eu daria tudo para ver as minhas caras quando a reposta ocorre na direção de um desses 3 signos perturbadores. Solto um - affffff, ou um - ah, percebi... ou até um - deus é mais!!! As pessoas ficam meio pasmas, perguntam sempre - por quê??? o que tem de errado???, e nada muda após esse momento, porque eu não tenho essa estatura literária necessária para uma resposta consistente e cientificamente explicativa. Mas o que importa aqui agora, é essa tal de coincidência persecutória que me deixa um tanto criativa quanto às faces de espanto ou desilusão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A coincidência, caros e fantasmagóricos amigos, é uma entidade onipresente, onisciente, onipotente. Um deus, portanto. Não é palpável, mas se torna criatura em milésimos de segundo quando ocorre. Se tem uma coisa mais sem explicação e sem nexo que me atordoa, é essa tal de coincidência. É um absinto ilusório pra eu achar que a vida é um filme com seu início por escolha de dois seres humanos,  e que terá seu fim imutável com a chegada da senhora de vestimenta grã e foice empunhada. Tantas delas, engraçadas ou não, vêm para dar um "up" em vidas de sabor duvidoso que, mesmo insosas, invadem algum tipo de universo paralelo e alcança os grãos-mestres donos de açúcares encantados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tão assim correspondente à freqüência da coincidência, ocorrem também aqueles ditos "déja vu". Tantos desses são um indicativo de que existe uma tal mediunidade inerete aos seres superiores clarividentemente sensíveis ou um mau funcionamento sináptico dos neurônios cerebrais. Eu fico aqui me perguntando o porquê desses curtos-circuitos no cérebro de um ser humano que nem sabe responder de onde ele veio, pra quê ele veio e pra onde ele vai. É meio sacana e ao mesmo tempo elucidativo, intrigante. A explicação que tenho é de que o ser humano precisa de um tipo de estímulo, oculto ou de curto, para que não se trave numa só realidade imensurável e excludente. Existir é realmente muito difícil. Pensar que nascemos nós de um óvulo junto a um espermatozóide campeão de corrida "in utero", desabrochamos de um punhado de células microscópicas e nos tornamos assim, bonitos ou feios, altos ou baixos, simpáticos ou arrogantes, sorridentes ou tristes, é de uma divindade extrema. É cientificamente imponente. E ainda, essas mesmas células zigóticas brindam com um curto-circuito ou clarividência o seu fruto. Realmente magnânimo. Estrogonoficamente fantástico. Um brinde à realidade da vida com curto ou sem curto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4314093461502040946?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4314093461502040946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4314093461502040946' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4314093461502040946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4314093461502040946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/08/um-brinde.html' title='Um brinde!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-516679402806676293</id><published>2008-08-06T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T06:06:33.389-07:00</updated><title type='text'>duálogo de um monólogo.</title><content type='html'>&lt;em&gt;- talvez um último...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- não. nenhum talvez é de todo uma chance. e quando ele se perde...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ... se tem uma vida dentro de outra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- (olhos de ressaca).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- é, não queremos isso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- é, o não é sempre o imprevisto da palavra morna e doce para o nunca.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- nunca não, seria muito excludente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- é, seria. mas tem de ser.&lt;br /&gt;- e no mais...?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;estamos bem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- que bom.&lt;br /&gt;- um cheiro...&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;fica...?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- não posso. não mais.&lt;br /&gt;- preciso dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-516679402806676293?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/516679402806676293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=516679402806676293' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/516679402806676293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/516679402806676293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/08/dulogo-de-um-monlogo.html' title='duálogo de um monólogo.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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cheio,&lt;br /&gt;se o copo é alheio:&lt;br /&gt;visto-me das palavras incertas&lt;br /&gt;e do meu imprevisto não quisto.&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;Nunca saberei se não o viver,&lt;br /&gt;se não ocorrer a luta da indecisão.&lt;br /&gt;E, ainda assim, quero vivê-lo intensamente,&lt;br /&gt;para mesmo saber que não sei,&lt;br /&gt;para ver se não sei,&lt;br /&gt;e ter o breve encanto de se sentir vazio&lt;br /&gt;de razão e direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[... quero a guanabara, quero o rio nilo, quero tudo ter, estrela, flor, estilo, tua língua em meu mamilo, água e sal.  Nada tenho, vez em quando, tudo. Tudo quero mais ou menos quanto. Vida, vida, noves fora, zero. Quero viver, quero ouvir, quero ver... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Zeca Baleiro - Bandeira.]&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5590129613819826413?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5590129613819826413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5590129613819826413' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5590129613819826413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5590129613819826413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/07/noves-fora-zero.html' title='Noves fora zero.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-6734608359479217863</id><published>2008-07-19T19:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T17:03:50.611-07:00</updated><title type='text'>Dois.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dois. Duas. Acho que todo mundo queria ter dois de tudo: duas músicas, dois nomes, duas vidas; dois bifes robustos, duas garrafas térmicas, duas técnicas para qualquer feitura de coisa útil. Dois: é um par em número e diversão. É um conjunto não-unitário e que denota uma esperança. É divisível por um e por ele mesmo, um número primo e par. E um número ímpar por isso. O único que é dois em um ao mesmo tempo. É um "bom encontro", é uma passarela de quadros e artes impossíveis de disjunção. É um beta-bloqueador simpático, amorfo, distonia perfecta em um. É o teclado de letras mil e um só pensamento para uma palavra. É uma tecla para o infinito. Quereria eu um dois. Ou duas. Duas vezes mil, duas vezes o ser humano, duas vezes a humanidade e todas as galáxias. Dois por um é dois. Dois por dois, um. É sempre assim quando se quer dois: caímos num jogo de um em dois para o sempre se eternizar perfeito. Dois, um. Um e mais. Duas pernas, dois braços, dois olhos e um coração. O ideal. E sem divisórias, pois o que se une e divide, não arma, não anda, não vinga: rasteja enfraquecido. O dois tem de ser inteiro, número inteiro, racionalmente inteiro e real. Um logarítmo de lógicas sensíveis, primo, par, indivisivelmente indivisível por ser um só, sem metade, sem carne lacerada, sem coração partido e sem mágoa. Sem que os cem fiquem sós. Ou virem sóis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E nós que nem sabemos quanto nos queremos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que nem sabemos tudo que queremos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como é difícil o desejo de amar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você que nem me soube quanto eu quis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que não coube, não me viu raiz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascendo, crescendo nos terrenos seus&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu da janela olhando a lua, perguntando a lua -Onde você foi amar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nós que nem soubemos nos querer de vez&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos sós, laçados em dois nós&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um que é meu beijo o outro é o lábio seu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei sair cantando sem contar você&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que eu sei cantar, mas conto com você&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que eu vou seguir, mas vou seguir você&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria que assim sabendo se a gente se quer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria me rimar no seu colo mulher&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vencer a vida donde ela vier&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ganhar seu Chegar no chegar meu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dar de mim o homem que é seu".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Tadeu Franco - letra: Celso Adolfo)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[e lembro das tardes de violão com a doce e linda voz de minha mãe ao fundo cantando rouca e límpida essa que é uma das canções mais bonitas que existe... "estamos sós laçados em dois nós, um que é meu beijo o outro o lábio seu..."] .&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-6734608359479217863?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/6734608359479217863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=6734608359479217863' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6734608359479217863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6734608359479217863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/07/dois.html' title='Dois.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5691450607711337610</id><published>2008-07-10T10:45:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T13:18:18.101-07:00</updated><title type='text'>Em tese...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Outro dia uma amiga do interior, sabendo espertamente sobre minha monografia, perguntou-me sobre a temática pela qual me aporrinhei por meses a escrever. O título, nada esclarecedor, não ajuda a elevar minha alto-estima e egocêntrica vaidade. Claro, gozei-me, assim como minha amiga crítica literária, só de pronunciar o mote escolhido: Doenças de Acúmulo Lisossômico.  -Hã?, disse ela e tantos outros que vieram indagar-me sobre pataquadas acadêmicas. Ao mesmo tempo que me gabava por um assunto tão microscópico, enchia-me de tédio olhar a estupefata cara de 'não entendi' da minha amiga tão interessada em trivialidades universitárias. A partir desse ponto, a conversa permeava-se de explicações, começando pela pergunta: - você sabe o que são lisossomos??? Caso a resposta fosse negativa, ia eu lá emprenhar-me de pensamentos biologísticos para esclarecer sobre esse orgânulo tão fundamental e visto somente ao microscópio eletrônico. Repetia: - lisossomos são um orgânulo citoplasmático que tem função de digestão celular. Quando positiva, já começava eu explanando sobre os malefícios que provocam a ausência de determinadas enzimas tão necessárias à degradação de subways, mc donalds e de todas as outras porcarias tão menos famosas e baratas que comemos em shoppings e biroscas diversas. E aí, pessoas do meu Brasil fantasmagoricamente varonil, quando aqueles hambúrgueres de minhoca com cheddar se acumulam nesses benditos e faltosos orgânulos, foi banda mel! Eles viram cada lisossomão! E isso traz um malefício absurdamente comprometedor para todo o corpo. Viram? não foi tão difícil e ardiloso assim.&lt;br /&gt;Uma outra amiga minha, tão suficientemente paranóica com neurônios quanto Hannibal, trabalhou numa revisão sobre "o papel dos macrófagos da micróglia não-sei-fazendo-o-quê da esclerose múltipla". Provavelmente presepando, no mínimo, dentro das terminações nervosas do pensamento. Mas, a pergunta que não quer calar, ao ouvir esse tipo de tópico frasal é: - o quê?????. E nem adianta a cara de coerência de &lt;em&gt;lier&lt;/em&gt;, fingindo um conhecimento de causa, pois não adianta. O que é mesmo micróglia??? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tá, mas o mais engraçado nesse tipo de tese é o nome dos autores para a feitura do referencial teórico. Teve um que até hoje não sei se é homem ou mulher: Tilky-Szymanska. Pra não dizer do pré-nome do cidadão, que é tão complexo quanto menos elucidativo para a questão abordada. Outro autor, não tão engraçado e complexo assim, foi um tal de Poorthuis, que me deu um trabalho enorme na confecção do meu capítulo 'resultados'. O problema é que a$mbos me davam um nó nos dedos sobre o teclado, sendo que ainda exigia uma certa recapitulação para conferir letrinha por letrinha destas palavras impronunciavelmente impronunciáveis. Isso tudo, fora os nomes que, pra mim, lembram mais uma marca de cigarros ou um tipo de bebida chique: Sandhoff, Brady, Ginns, Pelt; outro me recordava a fabricante de motos: Suzuki.  Imaginem, amigos virtualmente ghostinianos, as condições de trabalho a que era submetida essa mais que ouvinte e tecladista de computador que vos emite essa epístola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, caros colegas, a moral dessa história toda que vos apresento é, no mínimo, pitoresca. Não tenho idéia do porquê comecei a escrever toda essa joça sem nexo. E não tenho idéia do que seria a 'moral da história'. Acho que um pouco de picuínhas acadêmicas de conhecimento biologístico e médico nunca matou ningúem, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5691450607711337610?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5691450607711337610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5691450607711337610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5691450607711337610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5691450607711337610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/07/em-tese.html' title='Em tese...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-415398613299326930</id><published>2008-07-04T07:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T08:43:38.958-07:00</updated><title type='text'>Os dizê que dizem tudo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Minha amiga diz que eu escrevo besteira com muita competência. E, de fato, eu escrevo besteira. Só me falta a competência, coisa muito rara nesses tempos de pessoas superficiais, quase lacônicas. Outro dia um menino veio me paquerar. Tudo bem, eu adoro as criaturas de Deus com atitude, principalmente os caras-de-pau. A questão é que, mesmo com todos esses predicados cativantes para um jovem de 19 anos, faltou-lhe o espírito esportivo. Sabem aquelas pessoas que são engraçadas, fazem você achar graça dos pombos da praça da sé, mas que não suportam brincadeiras com elas? Acho que esse foi o maior dos empecilhos para um affair mais humorístico e envolvente entre nós dois. Enfim, uma pena. Quem mandou faltar a coisa mais importante hodiernamente? A competência é uma coisa que se adquire congenitamente ou não, ou então vem com a genética herdada de uma boa família. No meu caso, não tomei nenhuma porrada de competência in utero. Uma outra pena. Mas, voltando aqui ao assunto principal do dia, eu preciso registrar aqui uma certa competência das pessoas do interior. Uma dentre tantas, claro. E a que mais me agrada, porque revela a criatividade e sabedoria que as folhas e chás de mato verde ensinam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certa feita, eu estava com a pessoa que eu conheço que mais diz os 'dizê' que dizem tudo: meu tio. Ele é mestre em soltar uma frase de efeito em qualquer ocasião. Todo dia ele me acordava retumbando por todo o quarto e sala: - &lt;strong&gt;passarinho que não deve nada a ninguém, já está acordado faz tempo&lt;/strong&gt;. E nisso ia toda a manhã. Outra ótima dele é a "&lt;strong&gt;quem foi e não é mais é o mesmo que nunca ter sido..&lt;/strong&gt;.". Essa até que foi bem inteligente. Eu não estou dizendo que esse povo dos 'interiôr' é bão nos dizê, sô?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um outro episódio muito engraçado foi quando um amigo meu entrou na casa recém-pintada de um outro amigo nosso. As paredes estavam tão alvas quanto ele era preto. Na cachaça, ele acabou por sujar uma boa parte destas paredes. Sanbendo do ocorrido, um outro amigo verbalizou: - &lt;strong&gt;preto quando não caga na entrada, caga na saída&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vocês já viram que pra tudo tem um ditado? Certa feita, um amigo estava comendo acarajé. Nesta mesma noite, numa caganeira danada, ele jurou nunca mais comer a bendita guloseima. Claro, para esse mote, um amigo gaiato gritou: - &lt;strong&gt;cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça&lt;/strong&gt;. Nada mais pertinente que isso. Óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De quando em vez, nós saímos para tomar uma cerveja. Numa dessas aí, eu e as duas outras figuras da mesa contamos as parcas moedas de 25 centavos e compramos a cerveja mais barata da bodega. Num estalo, ocorreu-me de lembrar daquele célebre dito popular: - &lt;strong&gt;em tempo de guerra, urubu é frango&lt;/strong&gt;. Só para conhecimento geral de causa, estávamos tomando glacial, apreçada em R$ 1,20. Se não me engano, deu pra tomar umas 7. Depois veio a outra baixo-astral dizendo: &lt;strong&gt;vocês só não bebem esmalte, porque tira o esmalte dos dentes&lt;/strong&gt;! Será que era ruim o que a gente estava consumindo? É, como diria o velho ditado: "&lt;strong&gt;depois de meia-noite, mocotó é lombo&lt;/strong&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ainda tem aquele povo que adora sacanear os ditados. Outro dia um amigo meu me larga essa: - &lt;strong&gt;água mole em pedra dura, tanto bate até que acaba a água&lt;/strong&gt;. Um outro, muitíssimo engraçado, falou que "&lt;strong&gt;em terra de cego, jacaré nada de costas&lt;/strong&gt;". Ai, esse povo realmente não tem o que fazer! E tudo vira uma lição de vida, até limão, abacaxi, tudo isso pra parafrasear aquela do pepino: - &lt;strong&gt;se a vida te oferecer um pepino, descasque-o&lt;/strong&gt;. Igualmente isso com o abacaxi. Mas, com o limão, a coisa muda um pouco, porque, "&lt;strong&gt;se a vida te oferecer um limão, junte açúcar, gelo, vodka e faça uma caipirinha&lt;/strong&gt;". Claro, ninguém perderá essa chance.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por conta disso, para os cachaceiros, não poderíamos deixar de relembrar as clássicas de bares, botequins e botecos, escritas com esmalte na porta do banheiro, ou batom em algum pedaço remendado com durepox de espelho suspenso na parede por um fio de barbante em algum prego mal batido. "&lt;strong&gt;eu bebo sim, estou vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo&lt;/strong&gt;". Um clássico, uma música extremamente pertinente para os dias atuais. Porque "&lt;strong&gt;é melhor ser um bêbado conhecido do que um alcoolico anônimo&lt;/strong&gt;". Ou então aquela, "&lt;strong&gt;Hoje é um dia bom para tomar cerveja. Amanhã também, e assim sucessivamente&lt;/strong&gt;". As pessoas não têm mais o que fazer, repito! Outra interessante é aquela que até doença colocam no meio, como se isso fosse uma coisa bonita: "&lt;strong&gt;Mal por mal, é melhor ter o de Alzheimer que o de Parkinson, pois é melhor esquecer de pagar a cerveja do que derramar tudo no chão&lt;/strong&gt;". Eu concordo plenamente com isso. Mas, como é melhor "&lt;strong&gt;antes morrer de vodka do que morrer de tédio&lt;/strong&gt;", vamos encerrar o assunto etílico por hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em relação às frases comparativas, as melhores na minha modesta e nada expert opinião, vejo que as pessoas fuçam a cachola para que o invento saia o mais engraçado possível. Quase sempre o é, principalmente quando as comparações são totalmente inusitadas e incomparáveis, por assim dizer. "&lt;strong&gt;Você está mais enfeitado do que barraca de capeta&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;Você tá mais parado do que velho com reumatismo&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;Esse tá mais na seca do que língua de papagaio&lt;/strong&gt;"; Sem falar nas metafóricas frases: "&lt;strong&gt;essa grita mais que sirene de ambulância&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;essa menina tá metida a biscoito&lt;/strong&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, para terminar os ditos do dia, relembremos os bichos e suas traquinagens que viram os 'dizê' bem ditos. "&lt;strong&gt;Homem é homem e gato é um bicho que bebe leite&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;passarinho que come pedra, sabe o cú que tem&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;siri que dorme n'água, onda leva&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;prá quem tá afundando, jacaré é toco&lt;/strong&gt;". Essas aí, tudo bem, tem um sentido até. Mas tem outras que, Deus nos acuda: "&lt;strong&gt;zebra sem lista é cavalo&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;pássaro que acompanha morcego, morre de cabeça pra baixo&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;você é meu e boi não lambe&lt;/strong&gt;". Sim, e o kiko? Bem, eu não entendi nada. Tá, algumas outros ditos são endereçados às mulheres, que os marmanjos insistem em proclamar, jactando-se de uma liberdade um tanto duvidosa: "&lt;strong&gt;esperto foi o pato, que já nasceu com os dedos grudados&lt;/strong&gt;". Por falar em esperteza, tem aquela que diz que "&lt;strong&gt;esperto foi o gato, porque nasceu de bigode&lt;/strong&gt;". Algum tradutor árabe, por obséquio? Mas, esperto mesmo foi o carangueijo. Ah, esse sim foi muito esperto, porque "&lt;strong&gt;anda de lado para tirar o cú da reta&lt;/strong&gt;". Não é verdade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu vos pergunto, amigos fantasmagóricos que assombram essas picuínhas virtuais de dizeres um tanto sui generis para a espécie humana: "&lt;strong&gt;O que é um peido pra quem tá cagado???&lt;/strong&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-415398613299326930?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/415398613299326930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=415398613299326930' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/415398613299326930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/415398613299326930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/07/os-diz-que-dizem-tudo.html' title='Os dizê que dizem tudo!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-5768972408637168917</id><published>2008-07-02T17:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T17:37:50.663-07:00</updated><title type='text'>Divisória.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dividir-me. Dividir-te.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não consigo pensar em nada mais para escrever. Acho que estou meio cansada. É, deve ser isto. Sabem aquela sensação de vazio provisório entre um sentimento e outro que, de repente, se instala e certamente irá embora no primeiro raiar do dia? Nossa, virei poeta agora! É um querer virar poeta, na verdade. E olha que virar é uma palavra meio complicada de se pronunciar hoje em dia. Porque pode denotar milhares de possibilidades: sexuais, religiosas, futebolísticas, enfim, infinitas possibilidades. Mas, o fato de estar cansada e não pensar em nada para escrever por um vazio provisório entre os sentimentos é que me fez esse parágrafo virar gente. Olha, outro 'virar'. Outra vez, palavra impronunciavelmente periclitante. Bem, eu não estou fazendo nada agora, então bateu aquela vontade de ficar irada com algo. Procurei em casa e percebi que estava sozinha, podendo impossivelmente sentir qualquer coisa que necessitasse de outro ser humano além de mim. Olhei para o canto da praça onde comia um beiju de tomate seco com catupiri - que certamente me trará uma boa caganeira na madrugada fria - e não vi nada além de chuva fina e pessoas escondidas sob toldos. Estavam muito longe, não dava pra brigar à distância. Então pensei em ligar para a minha amiga crítica literária, imaginem só, ela gozaria só de ouvir seu pseudo e influente desígnio. Com certeza ela gozaria muito mais com a ligação provida de ira e ódio via telemar, fato que poderia gerar algum tipo de escrita mais apurada e útil para os telespectadores vizinhos de Sam, do filme Ghost. Quanto à questão do "entre um sentimento e outro", não vamos aqui perder tempo em falar sobre os acontecidos idos e presentes: eles são providos de natureza gótica, parentes de Edward, ou quiçá do fantasma do pirata Alma Negra. Deixe-os aí, falei para mim mesma. Uma hora essa coisa toda se resolve e um dos dois ganha essa peleja em duelo dantesco, cheio de descaração e hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, falando do título - divisória, eu gostaria de dizer algumas coisas. Não sei se parcas e frias com um tempero de açafrão para corar a cor de inverno que têm essas coisas, mas o segredo de Mun-Há é, pertinentemente, algo a se descobrir. Porque eu preciso saber como alguém mirrado e caquético pode, num sarcófago cheio de teias de aranha e baratas, se transformar em algo mais feio e cheio de músculos. Essa dualidade vivida em pele e osso, ataduras e durepox, faz com que eu pense nos meus dias atuais de hoje e sempre. Alguma coisa tem de acontecer para que se páre de verdade com esses dualismos que às vezes vêm nos perturbar. Será que essa coisa toda é pra mexer na vida chata e sem graça que levo? Uhn, pode até ser. Tá tudo calmo demais aqui no sul do equador: sem pecado, sem nexo, a todo vapor. E olha que eu não estou comendo sarapatel esses dias. Falando nisso, tirei algumas coisas da minha dieta temporária de menina maior abandonada em século XXI: lambretas, sururus, amendoins e outras guloseimas libidinosas foram descartadas. Talvez porque essa de divisória tenha trazido um tipo de problema moral à vida desta pobre criatura que vos dirige, agora de ônibus, chuva e cabeças cortadas. Vê lá que Mun-Há decide se fazer caricatura concreta em pleno ano 2008, lá numa casinha, número zero, na rua dos bobos? Lá é onde acabo decidindo a minha visão holística de mundo: tudo errado, mas tudo certo; tudo dividido, tudo cheio de tapumes róseos e um terreno baldio pronto para alguém plantar uma grama e jogar uma pelada. Essa frase ficou sinistra, literalmente. Mas, ela expressa bem o que eu quero agora. Nada de Maracanãs ou Morumbis para me aporrinhar flamenguistas e são-paulinos com seus truques sujos de uti possidetis. Eu quero mais é que o mar pegue fogo pra eu comer peixe frito e, de camarote, assistir a vida que passa sem eu saber para onde vai toda essa joça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-5768972408637168917?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/5768972408637168917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=5768972408637168917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5768972408637168917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/5768972408637168917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/07/divisria.html' title='Divisória.'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4819854653271694904</id><published>2008-06-27T10:38:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T12:00:28.465-07:00</updated><title type='text'>A EVOLUÇÃO DO PAGODE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu estou musical esses dias. Não estou ouvindo nada novo, pelo contrário: o forró povoa a minha cabeça durante o dia inteiro de todos os dias, mas não por opção e escolha. Só que ontem eu estava a pensar sobre as diversidades musicais de nosso cotidiano axesístico. Tudo é axe, constatei. Até mesmo Caê, nosso ilustre mago das músicas erudito-bregas. Não falemos de Caê, deixemo-lo lá junto à Canô e seus milhares de séculos acumulados em sorrisos e sabedoria. O mote aqui é o pagode e sua evolução melódica e expressionisticamente corporal. Que venha o pagode!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, lembro-me vagamente de como eu o conheci. Não sei, acho que com o 'É o tchan' e 'Terra Samba', quando ainda o pagode era uma forma de satisfação da periferia doida por um tipo de festividade pura e simples. Falavam sobre coisas do cotidiano, brincadeiras de criança, o buzú lotado e o povo trabalhador de um remelexo ainda parcialmente desconhecido. Bem, o 'É o tchan' dava já os sinais de onde iríamos com toda essa vontade de quebrar as cadeiras, vinda de lá do "vai compreender que o baiano tem o diabo no quadril", com aquela do "bota a mão no joelho, dá uma agachadinha, vai mexendo gostoso, balançando a bundinha". Tá, mas eles também tocavam aquela da "estátua, pã!", "passa lorão, passa gordinha, quero ver você passar por debaixo da cordinha". Só que ele, enquanto 'Tchan', assim como outros tantos, não foi suficiente para evoluir o gênero musical mais contrabandeado ao incoompreensível e absurdo trimilique engendrado por letras mais que sexuais, quase naturalistas. Nesta época remota, não fazíamos nada além de sambar de todas as formas possíveis e inimagináveis: sambávamos como as cariocas da escola de samba, sambávamos no 'miudinho'; sambávamos pulando pros lados com as danças do harmonia do samba - joga pro lado e pro outro, pescocinho para frente, mexe a cabeça e o pescocinho, se movimente(...); largávamos os braços pra cima e pro lado, na dança do "tá bonito, tá bonito, trá trá trá, é a dança do esquisito(...)"; sambávamos pros lados, um de cada vez, claro, sem o pulinho desta vez, com aquela música "quem foi que disse que fusca não sobe ladeira? (...) tá vendo aê, aê, aê (...)". Parece uma quimera ainda em processo de concretização ideal toda essa vivência que os meus primos nascidos em século atual, com certeza, não terão a oportunidade nem de perceber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, com o barateamento dos instrumentos musicais básicos para um grupo de pagode - cavaquinho, pandeiro, tan-tan e repique -, alastrou-se uma onda de sonho dantes pertencente à nata da escola de música da Universidade Federal e dos cantores com o dom dos gogós afinados e competentes: era só pôr um óculos escuros na cabeça, botar uma roupa descolada, de preferência um bermudão longo no joelho, com um tênis sem meia e uma camiseta bem regata. Essa foi e está sendo a receita de bolo para o sucesso pagodístico da piatã e itaparica FM. Daí surgiu um tipo de pagode que falava sobre homens e mulheres, normalmente um dando um belo corno shakesperiano no outro, ou da mulher 'miseravona' que não dava bola pra um carinha com este tipo de vestimenta, ou sobre um cara todo cheio de marra. O estilo desse meio-termo era: dançarinOs no palco, aos montes, requebrando mais que toda a confederação internacional das negAs do leite. Até aí, menos mal que hoje, porque ainda sambavam alguns minutos, entre uma quebrada de cadeira e outra. E, mesmo que parcas, ainda haviam umas morenas rechonchudas de coxa e bumbum, no meio de dois ou mais machos magrelas e de mola, tentando achar o espaço no prórpio universo dantes feminino e impulsionadas pelos homens da platéia que ainda gostavam de ver mulher dançando um pagode suado. Eu só não sabia, caros amigos imaginários, que este era o princípio do fim da "sambadinha".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns anos depois me veio um tipo de dancinha meio esquisita. Os pagodes continuaram a valorizar um tipo de criação letrística que se sente em meio à ditadura militar, onde os censores, de prontidão, tirarão a bendita música de circulação. Os "duplos-sentidos" das composições não são, com efeito, o problema, pelo contrário, são a parte criativa e que reverencio desde então. Contudo, os temas são os repetitivos e continuativos atos sexuais, partes íntimas, posições de cópula, entre outros aí tantos que nem o "kamasutra" foi capaz de criar. É um tal de "rala a tcheca no chão, rala a tcheca no chão(...)". E não venham me dizer que cataremos, em plena festa na península de itapagipe, na ribeira, uma Tcheca e ralemos a cara e todas as outras partes da infeliz azarada cidadã no chão! não é isso, ninguém é menino. Uma outra que faço questão em citar é aquela do pica-pau, cuja letra é:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já falei pra você&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra você, pra você não marcar toca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua garota cresceu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tá dando água na boca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não é mais criança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma gata no cio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu cachorro latiu&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já fiquei sabendo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela não assiste desenho do lobo mau&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela agora só quer ver o desenho do pica-pau&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Êêêê êêêê pica-pau...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente essa foi baixa: 'ela é uma gata no cio, meu cachorro já latiu'. Foi de cortar o coração. Isso é um retrocesso à idade da pedra lascada. E bote lascada nisso. E cuidado vocês mamães e papais de todo o Brasil: cuidado com suas filhinhas, porque o cachorro de casa, esse aí de nominho gravado no potinho com raçãozinha cara, pode ser o primeiro. Claro, o primeiro sempre será um cachorro, não temos pra onde correr, mas o da nossa espécie ainda é a preferência, não? É uma questão a se discutir. Lembrei-me de uma estória muito louca, da época do ronco, eu era guria ainda. Uma notícia correu em minha cidade que uma mulher (leia-se de 17, 18 anos) teria engravidado de um cachorro e, estaria em trabalho de parto. Contando que a gestação de uma cadela é cerca de 56-72 dias, com certeza não deu tempo pra fazer o enxoval. Meu deus, foi todo mundo ver esse filho de cachorro nascer, uma multidão incontável. Ai, ai... ói, me deixe, viu! Sim, voltando ao pagode, outra letra muito interessante e filha dos anais da ditadura, cujos censores passaram por despercebidos, foi aquela do tabaco: "Eu te avisei, você tá proibida de fumar, mas você não pode sentir o cheiro do tabaco (...) Desce com a mão no tabaco, sobe com a mão no tabaco". Alguns têm a teoria de que essa é uma grande música que vai de encontro ao poder manipulador e deletério da indústria do cigarro. Outras músicas se desviaram desse mote para um tipo de composição de protesto social contra essa estratificação e preconceito com os moradores da periferia: "Eu não aguento mais vou desabafar, imbaçaram na quebrada ta sinistro de aturar, invadiram nosso gueto tiraram a paz e o sossego toda noite, todo dia(...). Tome baculejo, toma baculejo, da onde você vem, pra onde você vai, mão na cabeça rapaz, tô ligado, tô sabendo você que é do movimento eu quero ver o documento". Muito sério isso. Outra muito interessante desse movimento é:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh Maria, você pediu eu vou te dar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tá rolando, tá rolando, tá rolandotá rolando, tá rolando tá rolando tá&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A calcinha que você pediu, uma é três, duas é cinco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A policia chegou, não precisar corre ê&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a gente tá de boa e vamos resolver&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peraê, peraê, peraê, não é assim que se faz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abordando o cidadão, que não é ladrão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou camelô, me orgulho da profissão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;saiu pra batalhar atrás do meu pão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não precisar agredir, olha o que tenho em mãos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;meu grito é de guerra quem quer comprar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tá rolando, tá rolando, tá rolando, tá rolando, tá rolando tá rolando tá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, pra fechar a situação musical do pagode em nossa sociedade, termino aqui com um clássico do Parangolé que, ao meu olhar de estudante, fala sobre uma certa patologia conhecida como hidrocele. Eu nunca vi uma música gozar com a cara de alguém portador de alguma doença. Essa, realmente, conseguiu furar os anais, ou melhor, os testículos do grande cúmulo que é a música popular brasileira, representado pelo gênero mais irreverente e sem-noção: o pagode. Uma 'selva' de palmas, por favor!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso vai te curar, Ovo de Avestruz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Musica nova&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ovão, Ovão, Ovão, Ovão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ovão, Ovão, Ovão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que ovo é esse hamburguer? parece ate de avestruz,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu vou pedir para JESUS, para fazer uma operação e diminuir esse ovão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que ovo é esse hamburguer? da para fazer varios omeletes, maior que bolas de chiclete,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pega o alfinete pra furar e para rasgar usar gilete.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que ovo é esse hamburguer? parece ovo de carote, ovo de jegue, ovo de bode&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e quando anda se sacode,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;corrote,corrote,corrote,corrote,corrote,corrote,corrote,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;corrote ovo de carote&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;corrote,corrote,corrote,corrote,corrote,corrote,corrote,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;corrote e quando anda se sacode.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4819854653271694904?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4819854653271694904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4819854653271694904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4819854653271694904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4819854653271694904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/06/evoluo-do-pagode.html' title='A EVOLUÇÃO DO PAGODE'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-2292583309789672063</id><published>2008-06-26T11:35:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T12:51:17.651-07:00</updated><title type='text'>Eu não aguento mais...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1) A ressaca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro falemos de uma coisa muito perigosa: a ressaca. Certamente ela foi trazida no século XVI com Cabral e as santa maria, pinta e nina. Porque a minha teoria é de que ela, a ressaca, grande entidade etérea e defesa sobrenatural do corpo contra o suicídio alcoólico, foi inventada, assim como este país de onde vos falo. Inventaram a ressaca como medida de ação limitante e coercitiva, quando (sabemos disso há muitos anos, desde o antigo Egito) o poder que o álcool pode exercer sobre um indivíduo se torna implacável e quase incontrolável. Não estamos aqui falando de acidentes automobilísticos, cornos indevidamente premeditados ou ocasionalmente acontecidos. Falamos de perder aquela barreira prontamente ativa que, segundo Freud, é constuída necessariamente para a vida em comunidade: o superego. Ao perdê-lo, deixamos fluir as coisas mais inúteis, frustrantes e/ou alucinadas que pensamos e, na maioria das vezes, nem pensamos ou sabemos que existem.  Então, a ressaca, neste sentido, é um fator importante no processo 'conviver em harmonia'. Mas, na maior parte do tempo, esse viver é estupidamente cansativo. E este impecílio limitante para a ingestão de maiores quantidades de álcool é, simplesmente, um absurdo e sem sentido. Eu penso que o corpo, assim como na construção do superego, poderia ter inventado outra defesa do tipo não-castigatória e estupidamente ineficaz para muitos. A ressaca, vejo aqui de lunetas, é um castigo divino, trazido pelos portugueses ao colonizar o Brasil. Então, culpemos também o catolicismo, oras! Assim como quem o trouxe para cá. Tão vendo? tudo culpa das caravelas! Maldita seja a escola de sagres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;2) Sucessos musicais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No vai e vem dos sucessos musicais, eu não aguento mais essas festividades juninas, cujas milhares de bandas em revezamento nos palcos de um mesmo perímetro, tocam o mesmo repertório. Os sucessos 'chupa que é de uva' e 'senta que é de menta' são garantidos até para as bandinhas de início recente e trios forrozeiros autointitulados pés-de-serra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vem meu cajuzinho&lt;br /&gt;Te dou muito carinho&lt;br /&gt;Me dá seu coração&lt;br /&gt;Me dá seu coração&lt;br /&gt;Vem meu moranguinho&lt;br /&gt;Te encho de carinho&lt;br /&gt;Te encho de tesão&lt;br /&gt;Te encho de tesão&lt;br /&gt;Me deixa maluca&lt;br /&gt;Tira o mel da fruta&lt;br /&gt;Me mata de amor&lt;br /&gt;Me mata de amor&lt;br /&gt;Me pega no colo&lt;br /&gt;Me olha nos olhos&lt;br /&gt;Me beija que é bom&lt;br /&gt;Me beija que é bom&lt;br /&gt;Na sua boca eu viro fruta&lt;br /&gt;Chupa que é de uva&lt;br /&gt;Chupa, chupa&lt;br /&gt;Chupa que é de uva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É muita fruta pra chegar até uma uva, né? pensei nisso também. O caju e o morango, apesar de mais 'raros' e caros, perde de longe pra uva. Ouvi outro dia um outro tipo de 'chupe', só que este tinha a justificativa um pouco artificial: a coisa era de tuti-fruti. Minha amiga, a crítica literária, lançou uma ótima: lambe que é de inhame. E esta, caros amigos virtuais e fantasmagóricos, deveria ser o mote e preferência nordestinas, pois, este tubérculo de grande porte energético e histórica utilização medicinal, é um dos alimentos mais consumidos por essas bandas perto da linha do equador. Paciência, novamente os tuti-frutis e parreirais consumiram e aculturaram a grande massa nordestina. Outra peste de música que povoa esses forrós modernos é a paródia melodramática das músicas americanas. Meu deus, quanta disponibilidade dispensada para fazer pouca merda. Porque, para serem merda, merda mesmo, teria de ter muito inhame aí nesse angú. Realmente, isso corresponde a um grande assalto à boa música popular brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se não valorizar &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;com certeza cê vai me perder&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;embora eu te ame sim&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;eu juro não vou suportar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ver você me enganar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cansei de perdoar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se liga no que vou dizer:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"me amo mais do que a você"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;você esnobou meus sentimentos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;depois voltou com os seus lamentos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas agora vi que não valia a pena te amar tanto assim por que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;toda vez que eu te aceitava&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;você vinha e aprontava&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;só eu sei o que passei, sofri calada&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vai me perder se não valorizar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo, amo você ê&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas se não valorizar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vai me perder ê pode ter a certeza&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo, amo você ê&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas se não valorizar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vai me perder ê ê ê ê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Believe in that? This a Rihanna music!!! Oh, god, please! No comments.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parafraseando Mao Tsé-Tung: lá viu? lá deixe!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-2292583309789672063?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/2292583309789672063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=2292583309789672063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2292583309789672063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/2292583309789672063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/06/eu-no-aguento-mais.html' title='Eu não aguento mais...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-8490466362254226300</id><published>2008-06-23T19:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T19:32:35.970-07:00</updated><title type='text'>Arre, égua!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Perdoem-me, caros leitores de joão-ninguém, pelo mau português e erros de ortografia. Para os erros de concordância e blasfêmias eruditas, peço-lhes, imploro-lhes piedade. Bem, continuando a saga de teclar, hoje foi um dia muito interessante. Pra falar a verdade, ainda não sei mexer nesse blog. Tampouco sei o que escrever, como escrever, pra quem e o quê escrever. Em tese, escrevo. Em suma, prescrevo uma receita ao paciente invisível. Acho que meu blog não teve uma visita. Mas não importa, não preciso de visitas para a visualização de um obstáculo profundo de palavras incongruentes. Sim, continuemos a vida e o texto...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há pouco avistei uma figura ilustríssima atrás de um trio elétrico dando voltas na praça pública, durante as comemorações juninas. Ela simplesmente estava trajada de uma blusa de alça cor preta com branca, tipo zebrinha, mas sem 'listras' (adooooro esta palavra!), com uma microssaia rosa clara. O mais legal desta roupa imponente é o tipo de calçado utilizado na combinação pitoresca. Simplesmete a mulher me põe uma bota até o ápice da patela, de cor marrom acinzentada, de bico fino, com um acabamento típico para vestes noturnas e invernísticas. Nada contra o traje, mas eu pensei em algo após ver essa criatura trajada de forma tão díspare para qualquer feito de Giorgio Armani. Infelizmente, na nossa simplérrima e sofisticada sociedade de consumo ininterrupto, a moda nos dita o que vestir, comer e dormir. Caso seu pijama não for de seda, ou viciado em costura manual, ou com um design arrojado e moderno, esqueça as noites de amor e gozo infinitas: você estará fadado(a) ao fracasso dominical, matinal, semanal... pois, se o seu marido ou esposa não vir a marca Colcci, Yes Brazil, Cantão no seu pijama, será batata: não se escutarão mais os segredos de liquidificador. Morreremos, certamente, de algum tipo de cisto peniano, ovariano, uterino, vaginal, de tanto néctar preso por não se ter o catalisador das delícias voluptuosas e inerentes aos seres humanos providos de gônadas e gônados (não sejamos preconceituosos, ora!).  A menina trajada, voltando ao assunto, com certeza foi fisgada pela moda implacável. Ela nunca poderia deixar de ter uma bota daquelas, oras, que de tão cara, deve ter custado-lhe o resto da vestimenta combinativa para a felicidade dos que vêem e entendem de modística. O que era mais horrível disso tudo, era a forma de como as pessoas transmitem corporalmente o tipo de roupa ou combinação que vestem. Uma coisa é saber o que se veste, o porquê, o onde; outra, é, simplesmente pelo mandatório da nobreza sem possuir o bendito sangue azul do dólar eurístico, abusar de um bem tão nada a ver com a destreza e simplicidade que a pessoa explicita. Tá vendo que isso fica feio, menina? Não por você não ser merecedora da bota de bico fino de marfim, mas por você destacar a própria individualidade nesses crédulos e efêmeros dizeres de outrem que se julgam os senhores fazedores da inclusão social e beleza. E, através deste destaque, parecer mais uma réplica de 'coisa feia' do que sósia de modelos internacionais. Por favor, me batam um abacate!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A menina,  mesmo com a bota marrom acinzentada, era muito bonita. Ela tinha o cabelo preto, ondulado, tinha a pele marrom, cor de brown, o que é uma redundância feliz e poética. Nada disso vi quando a avistei do momento primeiro. E, com certeza, a segunda impressão é o que ela tem de melhor em meio às adversidades ilusórias de cores e objetos valorados erroneamente. Somente que, muitos homens e mulheres que lá se divertiam, com certeza não a viram deste jeito. Realmente, uma pena!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por favor, me façam uma salada de frutas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-8490466362254226300?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/8490466362254226300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=8490466362254226300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8490466362254226300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/8490466362254226300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/06/arre-gua.html' title='Arre, égua!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-4475655686700157940</id><published>2008-06-22T18:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T18:21:24.249-07:00</updated><title type='text'>Agora, pronto!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu fico agora o dia inteiro a pensar o que postarei nessa merda de blog. Puta que pariu, essa coisa não me dá descanso! Mas, entre mote e sai mote, eu percebo que o mundo é mais que um simples pincel e a nossa vida uma tela em branco. Eu pensei hoje em falar sobre as músicas de forró, mesmo que absurdas e sem sentido, sobre as dançarinas de calcinha preta, ou as back vocals de zezé di camargo e luciano. Só que agora abateu-me um tipo de sentimento tosco e frio, sabe? daqueles que se tem só quando se fala de política e politicagem. Hoje foi um dia decisivo para minha pessoa tosca e fria: mil vezes uma 'selva' de palmas para a incompreensão. E para a ilusão também, tão citada entre os discursos ferozes de coligação iminentes. Eu queria que tudo nesse mundo, inclusive as relações interpessoais, fossem puras, no mais simples querer e querer-se. É, vejo que estou errada. Estou errada quanto a querer que as coisas sejam feitas de uma forma democrática e beneficiária à maioria. Só que não existe isso infelizmente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixo-me no texto e com a plena convicção de que não posso mais escrever algo linearmente. E tampouco posso inferir às não-alianças a salvação da humanidade pequena e insossa, de um interior insosso e imberbe de trâmites mais que duvidosos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Please, give me a break.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-4475655686700157940?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/4475655686700157940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=4475655686700157940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4475655686700157940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/4475655686700157940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/06/agora-pronto.html' title='Agora, pronto!'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-7834767541974191356</id><published>2008-06-20T17:10:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T18:01:35.566-07:00</updated><title type='text'>E no interior do interior...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho uma amiga que é crítica literária. Ela goza só em proferir sua função e formação sócio-egoísticas. Eu pedi ajuda na avaliação quanto à utilidade e futuro brilhante e possível para este blog e escritora, respectivamente. Primeiro, ela intitulou-me desta forma lânguida; segundo, habituei-me a não contrariar palavras sábias de academicistas e donos das verdades incontestes de nossa rica e bela sociedade. Em suma: tenho uma amiga que é crítica literária. Agnosticamente literária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, pra conversar sobre o interior do interior, fiz-me uma pergunta boba. E a observação a que me foi reservada, não teve lá muito êxito e competência para se fazer verso ou prosa. Ela apenas povoa essa virtual realidade por não ter mais para onde ir. Essa coisa é simplesmente uma órfã de chão e que se alberga para se fazer existir agora e sempre, onde houver memória RAM e pessoas de direcionados cliques e clichês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, hoje eu estava a observar a vida como ela é. Antigamente, eu conhecia um monte de gente. Agora, os amigos se resumem a lacônicos colegas e os colegas resumem-se a meros e efêmeros conhecidos. Amigo, amigo mesmo, aquele que é pau pra toda obra e hora, desses de rocha, esses não existem mais. Não sei, tentei achar uma explicação em meio a cervejas e músicas de calcinha preta enquanto degustava um pastel de presunto e queijo na praça de eventos. Obviamente eu não consegui pensar em nada útil neste último dia útil da semana. Parei meus olhos em ptose palpebral no outro lado da rua, numa casinha de cor alaranjada. Avistei uma ruma de homem que bebia utilmente neste dia útil e internacional de comer água. Todos ali, percebo num dado momento lacônico de pensar em algo, em plena confraternização fraternal, são casados ou bem relacionados com suas respectivas. No entanto, as respectivas não se encontravam em lugar nenhum outro de socialização e bem-estar coletivos. Parece até que a vida foi feita para os homens morrerem com muitos amigos e, as mulheres, de misantropia adquirida. Foi um fato simples: perguntei por onde andavam as tenras e queridas comedoras de água do antigo casarão, das caiporas do bloco das 'elas sem eles', das azuadas meninas do outro regue dos anos passados. Todas elas, amigos-colegas-conhecidos, estavam em casa cuidando dos filhos ou dos maridos e namorados que chegariam embriagados e sedentos por um caldo de feijão acompanhado por um café bem forte e sem açúcar. O que tornaram esses homens e mulheres bem relacionados uns com os outros? Por que diabos, os sexos são tão determinantes para uma vida de amizades e bebedeira entre outra, e tão perto, de labuta com panelas e ralos de pia sujos de restos de comida e palitos de fósforos usados? Aqui, onde me encontro e desencontro com o pensamento solto e permeado de cerveja barata, vejo que a própria repressão do ser masculino é um diálogo violento e incrustado no ar e que não se pode ir de encontro. O que seriam das mulheres que se dispusessem a indagar contra o ser cobiçado e salvador de sua exclusão permanente, cujo passar do tempo é tão implacável em cravar a ferro em sua epiderme dantes lânguida e ricas em proteoglicanos? Como se pode não aceitar que o ser humano idolatrado e dominante, que pode livrá-la de uma solitária velhice irreversível e infeliz, não pode repreendê-la enquanto ele puder e quiser? Todas aquelas que se dispuseram a romper com naus e caravelas rumo ao descobrimento, eu conheci. Elas tiveram seus destinos jogados num trágico trem para um lugar distante, onde não pudessem chamá-las raparigas, putas ou ladronas. É, porque agora, além de serem tachadas de putas, as mulheres ganharam um novo pedestal de humilhação: ladrona. E sobem ao pódio as que chegam em primeiro lugar, após ultrapassarem esses pedantes e excludentes seres humanos que dizem ter um pênis entre as pernas. Do pênis, eu nem duvido que os tenha de fato. Porque, para redenção e solução para esse estado humilhatório, não é duvidar da existência, tampouco culpar a outra cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-7834767541974191356?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/7834767541974191356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=7834767541974191356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7834767541974191356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/7834767541974191356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/06/e-no-interior-do-interior.html' title='E no interior do interior...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8366788875464046213.post-6960453347258357665</id><published>2008-06-19T17:40:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T18:02:43.417-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outono'/><title type='text'>Um, dois, três...</title><content type='html'>... e já!&lt;br /&gt;não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as palavras iniciais pra essa atitude: crente do cú quente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e por aí vão os pensamentos soltos de uma frase ridícula de uma infância por demais vivida de um jeito descontraído. Mas qual o objetivo dessas palavras perdidas no tempo? reflexão, autopiedade e saudosismo? não, apenas uma vontade de dizer virtualmente para o ninguém oculto que a vida passou e que os crentes dos cús quentes não são mais uma realidade distante. Eles estão por toda parte, inclusive nos arredores de cilindros viciados e fumegantes. Eu bem que tento escrever algo útil e sério, mas eu não agüento o cotidiano que nos cerca, entupido de hipocrisia e descaração. Estamos agora em início das festividades de inverno do país mais quente da américa latina. Forró!, esse é o ritmo. Pros interioranos, o mais mela-cueca de todos. Nem arrocha bate esse fervor nordestino que se perdeu entre trumpetes e baterias eletrônicas, enquanto há um detrimento do bom e velho zabumba no chão batido de terra vermelha. Alguém por acaso já viu o funcionário mais importante desses arraiás? Ele fica com um balde de água numa bacia de plástico, geralmente azul e redonda, e, com a mão em concha, joga água atrás do casal mais fuzuento e dançarino, que levanta aquela poeira retada de vermelha e rinitente. Ele se tornou uma lenda viva na memória dos que gostam do mais mela-cueca de todos os ritmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra não dizer que não falei das muambas da minha infância, eu tive um cachorrinho que latia, sentava, ficava de pé, sentava de novo e depois dava um mortal de costas. Outra coisa importante foi a coleção da boneca Barbie. Percebi ali, durante meus 6 ou 7 anos, que minha mãe só tinha me dado 1 Ken para todas elas. Porque só havia um Ken para todas as versões loira, ruiva e daquela com cabelo arrepiado por possuir uma ferrari conversível. Isso ficou incrustado em minha cabeça anos a fio, até perceber que a sociedade é machista e influente de fato. Desconstrui isso, graças às tardes de cerveja no boteco de São Lázaro. E também devo essa empreitada de demolição do aprendizado burguês com as bonecas de infância às brigas que tive com minha avó. Ela foi, sem dúvida, uma pessoa muito importante e que me mostrou a utilidade do fogão, pia e caminho para o supermercado enquanto meu irmão dormia até meio-dia do dia. Minha história é bem mais drástica do que a dos meninos coreanos que trabalham mais que uma jornada de puro trabalho escravo diário. Por isso ela está aqui neste blog, onde, através desta WordWideWeb, pode ser lida pelos virtualmente presentes em lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma consideração final a ser feita, é sobre a frase inicial deste blog. "Os crente do cú quente". Minha amiga disse que meu primo tem cara de crente. É, definitivamente, quem vê cara, não vê o que temos no meio das nádegas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8366788875464046213-6960453347258357665?l=pedacoderio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedacoderio.blogspot.com/feeds/6960453347258357665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8366788875464046213&amp;postID=6960453347258357665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6960453347258357665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8366788875464046213/posts/default/6960453347258357665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedacoderio.blogspot.com/2008/06/um-dois-trs.html' title='Um, dois, três...'/><author><name>Pedaço de Rio, São Francisco no chão...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07865676983482642131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Onj65r9hNgo/S8HgGPaTzgI/AAAAAAAAACM/KqALQVzkJeU/S220/OgAAAP6bBLQxVYRiu0MysmzgeQQ-ffAhPz80zbCcK22hEuK0RD7p6fu5V9Rxl2qTaq1S6lM50LB90gPoE3xlIeianC4Am1T1UOLHQTdFuCD_32bnqQJOnXXvXkLZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
